Assunto: Cultura



O Brasil está lá, para todos: Brasiliana USP

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A Brasiliana USP ainda está em construção. Lá ficará abrigado a Biblioteca Guita e José Mindlin e o IEB, além de outros possíveis acervos dedicados a pensar e preservar o Brasil.

Mas não é preciso esperar o belo prédio que está sendo construído no campus da universidade para ter acesso aos livros colecionados pelo Dr. José Mindlin, uma das pouquíssimas pessoas na vida que oscilo entre escrever com ou sem o Dr ou Sr, a maioria só merece de mim mesmo o nome, alguns, nem isso.

Visite agora o www.brasiliana.usp.br, lá estão todos os livros digitalizados. É algo notável. Tomará que o exemplo de Mindlin chegue verdadeiramente até o Eike Batista. Aí sim, teremos algo concreto sendo feito pelo país, não que ainda não o tenha, mas pelo porte que Eike está tomando, deveria se relacionar com a Madona original, não com a pop…

Acredito também que neste exemplo tenhamos uma antecipação do futuro, a coexistência do livro físico com os arquivos digitais. Não deixe de visitar.

Um sabático interessante

Promete o novo suplemento sobre livros do novo Estadão. Tive acesso ao boneco que foi apresentado na edição deste final de semana. Rinaldo Gama, o editor disse que não será apenas sobre alta literatura, será sobre livros. Ótimo, era pouco o que o Estado tinha, O Globo é ainda quem faz o melhor produto neste quesito, mesmo podendo ser bastante melhorado. Pelo que entendi da entrevista de Gama, o do Estado, o nome é muito bom, Sabático, terá um espectro mais amplo. O mundo dos livros e da leitura estava precisando de algum espaço inteligente e nobre.

Seria bom que as livrarias também soubessem disso e, se possível, pudessem comprar e utilizá-lo como fonte de abastecimento, no mínimo de esclarecimento de dúvidas de leitores que lêem, sim, não são a maioria e existem. É decepcionante chegar numa livraria e se dar conta que o atendente não tem a mínima idéia do que você está falando, e você só está falando algo que saiu no jornal ou na revista…

Confirmo a expectativa num post no final desta semana.

Um ministro à altura da cultura do presidente???

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O jornal Valor Economico em seu caderno de Final de semana tem um almoço com o Valor, quando bate um papo com alguma personalidade sempre em um restaurante.

Na edição que foi às bancas na sexta o personagem foi o ministro da Cultura Juca Ferreira. Não pretendo votar na Dilma Roussef, não apoio o presidente Lula, fui petista na época da faculdade. Reconheço vários avanços de sua gestão, mas não consigo ver nada de relevante acontecendo na Cultura, nem na época de Gilberto Gil, nem agora com seu sucessor. O que foi feito é pouco diante da necessidade, infelizmente Lula é um dos melhores reflexos culturais do país, ou seja, churrasco e futebol, aqui sem nenhum preconceito ou questão política, avaliando apenas os fatos e manifestações.

Veja a opinião do ministro:

Lula deixa um Ministério da Cultura concebido na grandeza e na dimensão da cultura brasileira. Começamos a tratar a cultura como uma necessidade básica, como comida, moradia, saúde, ambiente saudável. O que diferencia o ser humano de todos os outros animais é essa necessidade de simbolização, criação, abstração. Numa entrevista ao Le Monde me ocorreu uma cena de Jean-Luc-Godard em que a filha pergunta:’Mãe, o que é a linguagem?’ e a mãe diz:’É a casa onde a gente mora’.”

Eu não vivo no mesmo país que este homem. É mais um daqueles que enxerga a importância da Cultura mas prefere ouvir o que os assessores lhe dizem, antes, preferia se conformar com o que o assessor, ele próprio, dizia. Ou seja, adequa os resultados a conveniência. Se aumentou a verba de 380 milhões para 2,2 bilhões acho que poucos perceberam.

Parece sim que apesar de declarar fazer pouco, o que mais quer é ser prefeito de Salvador. Talvez esteja fazendo mais por isso do que para ter mais brasileiros lendo…

José Cortez e a contribuição ao livro

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O Estadão de ontem traçou na coluna Paulistânia o perfil do livreiro e editor José Xavier Cortez, da Livraria e Editora Cortez. Iria fazer o post ontem, mas preteri em relação ao José Mindlin. Hoje é justo recuperar o assunto, seja pelo lançamento do documentário O semeador de livros, que não assisti e não posso opinar, seja pela histórinha dele dentro da PUC, encontrando os livros, mesmo os proibidos para os professores, seja como um batalhador do livro.

Até eu lembrei do pé de feijão

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Ontem fomos com minha filha de cinco anos assistir ao espetáculo João e o pé de feijão no teatro João Caetano. Montado pela “companhia” Circo Mínimo, dois bons atores Ricardo Rodrigues e Rodrigo Matheus, além de divertir a criançada, fez alguns velhotes, no mínimo eu, lembrar vagamente das ilustrações do livro que continha essa história.

Devo ter voltado uns quarenta anos no tempo, vou guardar os livros que os meus filhos vêem agora, seria um excelente complemento se eu ainda tivesse o tal livro, mas não tenho, me sobra uma lembrança carinhosa.

Para quem está por São Paulo e tem filhos pequenos, uma boa indicação.

Quando já está ruim, ainda pode piorar - leitura no Brasil

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Desde a época acima, anos 1950, a coisa só piorou. Nessas terras onde a leitura chegou tarde e sempre perdeu para o calor, mais ainda.

Matéria no Estadão de hoje fala sobre pesquisa da Fecomércio-RJ que indica aumento da parcela de pessoas desinteressadas em atividades culturais e também ajuda a desfazer o mito de que as pessoas não lêem porque o livro é caro. Conheço várias pessoas que pagam 10, 15 livros numa bolsa e não compram um livrinho para colocar dentro…

À pesquisa: 60% das pessoas, amostra Brasil, não leram um livro, assistiram a um filme (cinema), foram ao teatro ou espetáculos de dança. Em 2007 esse número de de 55%. Imagine a tortura que é conversar com uma pessoa dessas.

Só 23% dos entrevistados leram um livro no último ano, o número já foi de 31%. A razão para não lerem? 60% por não ter o hábito da leitura, 22% por não gostar de ler e 6% por não ter como pagar por livros.

Se não lêem ou vão para esses lugares, onde estão os brazucas?
68% são expectadores de televisão;
14% preferem ir à Igreja;
12% encontrar amigos e parentes em churrascos e almoços (sem ler, o que conversar???);
9% vão a barzinhos;
8% assistem a futebol;
e 4% vão a restaurantes.

Assim que se constrói uma nação, uma nação medíocre…

Se você não lê, como quer que seu filho leia?

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A Ilustrada de hoje traz uma boa entrevista com Pedro Herz, o presidente da Livraria Cultura. Sou admirador confesso da Livraria, e sempre que vou na loja, nas lojas, do Conjunto Nacional, me assusto com o número de pessoas, tenho a sensação de viver numa ilha.

A entrevista é corajosa ao falar de livros eletrônicos, concordo com ele que a mídia faz muito mais barulho do que deveria, quer e precisa demonstrar estar na ponta. Também li pouco no meu Kindle, mas Pedro vai mais fundo, corre o risco de virar aquelas citações clássicas, tipo Bill Gates falando da internet ou o dono da IBM falando sobre computadores.

Mas continuando a investir nas lojas, como vem fazendo, já faz bastante. Para quem gosta de livros, é o melhor lugar para encontrá-los. As vezes, se tivesse algumas pilhas de autores, como faz a Travessa, ficaria perfeita, mas daí, seria menos Cultura e um pouco mais Travessa e eu não teria tantas razões assim para ir ao Rio de Janeiro.

Mas deixo para sua reflexão o título deste post, opinião de Herz. O que você está fazendo para formar leitores? Na sexta dei um treinamento para pessoas que farão uma ação em livrarias para um livro da Virgília. Quando discutimos hábitos de leitura, disseram que liam muito, na média, 6 livros por ano, bastante? Só se for em relação a média do brasileiro, mas sinceramente, acho que um número mínimo, capaz de ser factível com esta vida maluca e deixar a pessoa aproveitar o mínimo do que a literatura oferece deveria ser 24, 25, entre 2 e 3 livros por mês. Sim, você pode, desligue a televisão e vai ver como o tempo aparece, saia deste blog e veja como por mais que eu me esforce, ainda não escrevo como Philip Roth, Machado de Assis ou Dostoiéviski, mas quem sabe um dia chego lá.

Best seller de verdade - os maiores vendedores da década

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A Época Negócios de fevereiro trouxe uma tarja com os principais vendedores de livros da década encerrada. O Mago já foi mais ativo, Paulo Coelho aparece na 85a. posição, tendo vendido 2,2 milhões de exemplares. Os leitores estão preferindo magias nos livros e menos nos autores…

A campeã disparado foi J. K. Rowling da série Harry Potter com 29 milhões de exemplares, um grande predomínio de autores de livros infantojuvenis e outra figurinhas carimbadas que possivelmente não virarão clássicos no século XXII como Dan Brown, John Grisham e Danielle Steel.

1) J.K Rollwing, 29 milhões; 2) Roger Hargreaves, 14,2 milhões; 3) Dan Brown, 13,4 milhões; 4) Jacqueline Wilson, 12,7 milhões; 5) Terry Pratchett, 10,5 milhões; 6) John Grisham, 9,8 milhões; 7) Richard Parsons, 9,5 milhões; 8) Danielle Steel, 9,1 milhões; 9) James Patterson, 8,1 milhões e 10) Enil Blyton, 7,9 milhões.

Que sobrem uma parte desses leitores e juntem-se aos que se formaram em outras fontes.

Não é fácil ser um liberal 360 graus - Coutinho e o suicídio

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A coluna de João Pereira Coutinho de hoje na Ilustrada toca num tema complexo: suicídio. Na verdade, direito ao suicídio assistido. Sim, na Suiça existem empresas que operam neste ramo de negócio.

 Eu não conseguiria pensar em ganhar dinheiro daí, como também não consigo ser dono de cemitério ou funerária, apesar de reconhecer a importância e conveniência desses serviços. A Dignitas lhe oferece substâncias que o fazem perder a vida sem sofrimento. O site está em sua maior parte acredito que em alemão. Algumas das resistências a operação são narradas no artigo ou encontradas na internet.

É interessante onde chegamos, daqui a pouco tudo poderá ser contratado pela internet. Caminho para a posição de deixar que as pessoas tenham o direito a decidir seu futuro. Mas é claro que o entorno terá um papel no mínimo muito complicado. São discussões infindáveis. Quem garante ter total domínio das faculdades mentais? Só os mais loucos? O que posso dizer é que discordo da alusão feita a nazismo pelo articulista, uma das hipóteses de suicídio é por gás.

Se as pessoas devem ter direito de escolher sobre sua vida, devem ter um direito completo, por mais esdrúxulo que isso possa parecer àqueles que não conseguem encarar a falta de opção como opção. A vida segue sendo um mistério dos mais interessantes, e alguns insistem em encontrar um sentido para ela. Cada vez mais me convenço que é preciso criar um sentido, não ficar buscando uma resposta correta que nunca vai aparecer, só para os iluminados, na minha visão, pessoas com menos coragem de acordar amanhã conscientes que ainda estão no fundo sozinhos, só podem ser ajudados por outras pessoas, com as mesmas fraquezas que ela.

A Itália é um país engraçado…

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Os italianos não só falam com as mãos, como se contradizem em quase tudo. Colocaram na presidência um homem que faz o que a maioria dos italianos gostaria de fazer mas não tem coragem de assumir. O cara participa de orgias, tem um time e manobra o futebol, faz operações no mínimo suspeitas com suas empresas e lá está, firme e forte. Mas como justificar isso em público? Perante o mundo inteiro?

Talvez a nova medida anti-blasfêmia seja o início. Agora nos campos de futebol não se pode mais nem blasfemar nem falar palavrões. O jogador deve ser punido com cartão vermelho, tal como os participantes do importantíssimo Big Brother, falou palavrão,  expulso. No futebol a discussão agora é com o goleiro Buffon, parece que falhou e daí gritou Dio… Querem a punição, ele afirma que pode ter dito Tio, ou Dino, ninguém conseguirá provar…

Com o país integrando o novo grupo econômico Piigs (os que estão colocando o euro sob risco: Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha), será que ninguém sério vai fazer alguma coisa útil? Nosso grupo o Brics é mais bacana e ainda podemos falavar palavrão à vontade. Nosso presidente parece que consegue se contentar com a dona Marisa, mas não se contém diante de um palavrão ou uma blasfêmia.

Literatura entra na avenida querendo ser campeã

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Se o livro que estiver lendo hoje à noite lhe der sono, ligue a TV e veja a literatura na versão do Salgueiro no carnaval 2010. O desfile promete homenagear grandes momentos da literatura mundial, grandes obras que inspirarão os carros alegóricos.

Não sei quem serão os escolhidos, vamos ver se serão suficientes para eles alcançarem o bicampeonato. Se fosse crítico literário, começaria discordando da rainha da bateria. A tal Viviane Araújo, madrinha da bateria, não passa de um romance popular, com todas as peças no lugar, mas a quem falta um pouco de classe e ousadia…

Mas gosto, não se discute.

O basquete e os shoppings salvaram a literatura?

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O que uma equipe de basquete e alguns shoppings centers podem fazer pela literatura e pelo mundo do livro? Muito, na prorrogação Herb Simon, o dono da equipe do Indiana Pacers na NBA e de vários shoppings centers pelos Estados Unidos, não resistiu ao seu amor pelos livros e comprou a “condenada” Kirkus review.

Para quem não é insiders no mundo do livro, a Kirkus é especializada em escrever resenhas sobre livros, ou seja, gerar conteúdo e opiniões sobre obras a serem lançadas, argumento bastante utilizado como ferramenta de venda.

Se, por um instante, alguns decretaram a morte das resenhas e a ascensão dos prêmios como critério de qualidade das obras, o empresário foi lá e adicionou o segundo negócio ligado a livro ao seu portfólio, já tinha a Telecote Books na Califórnia. O livro vai depender de ações como essas para se fortalecer diante da crise de superficialidade do mundo.

A tradução do título já diz muito…

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Assisti Amor sem escalas. Pode ser por inveja, mas tenho certa tendência a não ir a filmes estrelados por George Clooney, assisto alguns no dvd, coisa que também faço pouco, simplesmente por achar que são histórias previsíveis, que não arriscam muito.

Amor sem escalas talvez tenha a ambição politicamente correta de se tornar referência para as mulheres poderem sonhar levar a vida dupla, geralmente um papel masculino. O bonitão finalmente sede ao coração e abandona sua solteirice, não foi duro o suficiente…

A tal metáfora da mochila com o que se carrega na vida, comentada por muitos, é de fato um projétil de autoajuda. Para muitos, não é necessário adicionar tanto, se faltou formação, ou se simplesmente se fizeram escolhas erradas, também não se anda. O que achei mais interessante é ser ver confrontado com a hipocrisia do mundinho de RH. Quem já demitiu ou foi demitido vai poder comparar sua performance. Por ter lido algumas críticas sérias, fui esperando mais, olhando para a imagem acima, divulgação do filme, não posso dizer que fui enganado.

O inferno está em todos nós, principalmente em fevereiro…

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Sim, a cena acima representa Simone de Beauvoir sendo consolada por uma estudante de letras no Recife, quando este país sonhava ser grande pela primeira vez. Isso aconteceu?

Não, só no teatro Jaraguá, na peça O inferno sou eu, escrita pela Juliana Rosenthal K., com quem trabalhei na Editora Campus, no período que tinha vendido a editora. Em cena Marisa Orth e Paula Weinfeld, direção de José Rubens Siqueira. Não conheço a fundo a história de Simone e Sartre, li e resenhei uma biografia do casal, mas não sei se Beauvoir deixava seu lado “mulherzinha” tão explícito. De toda forma, o exercício é interessante, encenado apenas aos finais de semana. É possível discutir escolhas pessoais, afetivas e profissionais. E aí, você pode escolher entre a original sartriana, os outros, a versão de Juliana, eu, ou a minha, nós, ainda mais nos dias que se tem feito em São Paulo, calor infernal, quase sempre seguido de chuva diluvial.

Antes de ir, lembre de seus sonhos aos na época da faculdade. Se ainda não chegou lá, projete. Ah, se não leu o Pondé na Ilustrada de ontem, faça-o, e depois você pode, sem desmerecer a Juliana, mas mantendo a hierarquia com Goethe, comparar Dorinha, Willhelm Meister e o jovem Werther…

Apoie um Brasil Literário!

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Recebi do Luiz Antonio Aguiar, autor reconhecido de literatura infanto-juvenil e cada vez mais também autor de obras importantes no mundo adulto, sem contar é claro com a contribuição sob o nome de outros, um ghost grandão, o Manifesto por um Brasil Literário. Vou reproduzir a carta original, clique na imagem acima e assine. O Luiz é um entusiasta e batalhador do mundo do livro e da necessidade de colocarmos nas nossas, mas isso apenas não basta, e dos ao redor, também é pouco, e na vida de um número mais amplo possível de pessoas, a Literatura e sua capacidade de nos fazer relacionar com o mundo de forma diferente. Participe:

Toda  gente:
 
Talvez você já tenha escutado falar, ou lido alguma  coisa, sobre o Manifesto por um Brasil Literário. Pois bem, para mim, é uma  das mais significativas novidades ocorridas no país, ultimamente, e algo que  ─ acredito bastante! ─ vale a pena apoiar.  
            É  isso que estou aqui lhe pedindo: para apoiar o Manifesto.  
            O  Manifesto por um Brasil Literário foi lançado pelo escritor Bartolomeu  Campos de Queirós, na Flip, do ano passado, com apoio de instituições como o  Instituto C&A, a Fundação Nacional do Livro infantil e Juvenil, a  Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, o  Centro de Cultura Luiz Freire, a Organização Casa Azul, o Instituto  Ecofuturo… entre outros.  
            O  Movimento ganhou espaço na imprensa, cresceu, e hoje agrega pessoas,  entidades, órgãos governamentais e instituições.
E já começa a definir  algumas ações.  
            Por  exemplo, está em elaboração uma grande campanha a ser veiculada na mídia,  promovendo a Literatura em uso, ao vivo e a cores, na vida das  pessoas. E a FLIP deste ano de 2010 vai ter, como uma de suas especiais  atrações, a Casa Brasil Literário, centro de reunião de público, autores,  pessoas do meio editorial e literário, e também de atividades.  
            O  que nós queremos é um Brasil Literário. O que vem a ser isso ao certo…  Bom, não temos nada certo, ainda, a não ser essa vontade de dizer às  pessoas  que a Literatura pode se tornar um dádiva na vida, que todos  os brasileiros têm direito à Literatura e que, no dia em que a Literatura  for absorvida como algo valioso ─ neste Brasil tão carente de esperança e  imaginação ─,  guardado no espírito (ou no coração) e alimentado em  nosso cotidiano, teremos também um país mais humanizado, sensível, generoso,  fértil, acolhedor e proveitoso para todos.  
            Enfim,  convido você a tomar parte da elaboração das definições, de que tanto  precisamos,  e de ações para promover a união feliz da Literatura com o  dia a dia dos brasileiros.
Tudo começa por assinar o Manifesto.
Para  isso, entre no site (
http://www.brasilliterario.org.br/)  e  deixe lá sua assinatura. E depois, aguarde contato.
Há muito que  você pode fazer para construirmos um Brasil Literário!  
 
 Um grande Abraço, Luiz Antonio 

Bem-vinda Nova Biblioteca de São Paulo

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A nova biblioteca de São Paulo (a foto é da Folha Imagem, Filipe Redondo) abre amanhã para o público, prometendo ser diferente dos ambientes escuros e onde o barulho mais frequente é o chiuuuuu para a devoção aos livros. Promete além de livros novos, sem maiores preconceitos, atividades lúdicas, até baile da terceira idade.

Lá, todos poderão retirar livros da Stephanie Meyer, isso deve ser influência do local… Para quem não entendeu a piadinha, a biblioteca fica onde era o Carandiru, e um pouco de torturas ficaram lá por aquelas bandas… Mas é melhor ler Crepúsculo que nada, é a velha teoria do vinho, o cara começa bebando alemão de garrafa azul, alguns chegam aos super toscanos…

Pretendo visitar em breve, antes ainda que o acervo esteja integrado no mundo digital. Tomara que outras bibliotecas como essa, projeto do Aflalo, Gasperini, surjam em parques do estado e de todo o Brasil. Quem sabe os meninos com pouco acesso ou então os operários a utilizem e aqueles que crescerem e migrarem para a política não tenham tanta distância do livro como o Lula.

Norma Benguell: não impressiona mais pela beleza, mas pela dignidade

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Tem uma entrevista com Norma Benguell na Ilustrada de hoje, vale conferir. É difícil ver quem já teve uma estampa com a de Norma assumir a idade como assumiu.

Deu sua versão sobre o imbróglio do filme O Guarani e parece encarar as questões de peito e discutir sem nenhuma vergonha sua necessidade de trabalhar, tirando até um pouco de sarro do branco que teve em passado recente. Leia!

A democracia e Luiz Carlos Barreto

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O produtor Luiz Carlos Barreto escreveu artigo na Folha de S. Paulo de hoje defendendo o seu filme, na verdade, criticando quem o criticou. Tomou a posição de vítima e criou uma defesa arquitetada, ideológica.

Não assisti, acho que vou assistir em DVD, mas se quisesse de fato arcar com a verdade, Barreto deveria assumir que foi sim uma ação de marketing, um oportunismo comercial e uma vontade de se aproximar do poder. Se não, contaria uma história bonita sem omitir os poucos defeitos que deve ver em Lula, alguns minimizados pelo potencial imaginado de ser tão popular quanto o bolsa família. Sim, ele tem o direito de fazer o filme que quiser, como eu de lançar o livro que quiser, mas nem eu, nem ele podemos separar que temos sim a condição de criar ou reforçar mitos. Barreto precisa assumir que tentou isso, e negar da forma que negou, é quase reforçar que o fez para não depender nunca mais de financiamento público…