Assunto: Geral



Gatos sortudos da Da Boa Prosa vira best-seller e esgota primeira edição em 1 semana

gatos-sortudos.jpg

O último lançamento do ano da Livros de Safra, por meio do selo Da Boa Prosa, rapidamente se transformou num sucesso, entrando na lista dos mais vendidos da Livraria Cultura que apostou desde o início no produto. Acreditamos que Gatos sortudos só não entrou nas outras listas porque os 400 exemplares vendidos no lançamento não são contabilizados para as listas e depois, a primeira edição, de 5.000 exemplares, esgotou-se em 1 semana, ficando as livrarias um tanto desabastecidas, o que já pode ser corrigido com a segunda edição que chegou antes do natal.

O livro das jornalistas e ongueiras do Adote um Gatinho, Juliana Bussab e Susan Yamamoto apresenta histórias emocionantes e educativas de bichos resgatados. Emocionantes porque exploram a relação homem animal em pontos profundos, educativas porque em cada uma delas um mito da vida dos gatos é desmistificado. Se você gosta de bichos, vale conferir, se ama gatos, não pode perder. Para saber mais ou comprar, basta clicar nos links abaixo:

Livros de Safra

Livraria Cultura

Livraria Saraiva

Corri hoje a maratona de Nova York, o Murakami não correu

maratonadeny.jpg

Corri hoje a maratona de NY, prova dura, muita subida, pelo menos para um corredor não tão dedicado quanto eu. Fechei acima do que gostaria, 4:23, tinha imaginado 4:15 e ainda sonho com 3:59, que se forem ser realizados vão demandar muito treino.

O Haruki Murakami não correu, duas foram as atrações, o abandono do Haile alguma coisa quase impronunciável, e com certeza não escrevível e sua aposentadoria e o absurdo do destaque dado ao tal mineiro chileno na imprensa americana e pela organização da prova. Achei que daria para pensar mais sobre livros, ter idéias para os próximos, mas não deu não, fiquei focado no tempo e depois o vi escapar pelas mãos, quer dizer, pelas pernas que funcionaram pior nas últimas subidas. Pelo menos não andei, completei o ano com duas maratonas, uma andei na subida dos túneis e cheguei em 4:25, na outra apenas corri e cheguei em 4:23. Conclusão, a prova de Nova York é bem mais dura que a de São Paulo.

Uma reclamação de um Brasil que saiu menor

Nasci numa família onde os avós dos dois lados haviam sido políticos, não dos bem-sucedidos, prefeito e vereador de cidade do interior, um até exerceu certa influência regional. Tenho algumas parcas cenas na memória, seja de aos, 4, 5 anos subir nos palanques de um candidato que deveria ter dois símbolos: uma espiga de milho (que literalmente era jogada na casa dos adversários) e um revólver (supostamente demarcando toda a macheza do candidato). Antes de achar aqueles tempos absurdos, dispa a fantasia do politicamente correto e se questione se não ficar na palhaçada da estatização da Petrobrás ou na discussão do aborto não é muito pior.

O outro momento foi quando Ulysses Guimarães foi visitar Itapeva e foi recebido em casa, acredito que como uma homenagem ao passado do meu avô, naquele tempo já falecido.

Aos 15 anos por livre e espontânea vontade fui a um comitê do candidato Franco Montoro e comecei a fazer campanha. Na eleição seguinte virei petista e dentro da GV, para muitos um antro de direita, fiz campanha para a prefeitura pelo Eduardo Suplicy, contra Jânio e Mario Covas, fiz boca de urna, tudo isso depois de ter xingado a Rede Globo na campanha pelas diretas. Cansei um pouco do PT, alguns diriam que iniciei minha movimentação para a “direita” (ainda existe gente no mundo que, pela necessidade de pólos opostos, acredita em esquerda e direita), participei no teatro Zaccaro da fundação do PSDB, partido que apoiei por um longo período.

Tudo isso para dizer que fui um jovem politizado, alguém que estranharia as posturas que assumi na meia idade. Comecei pela eleição passada, pela primeira vez na vida anulei um voto, não gostava do Lula (ainda ressabiado pela história do mensalão, correios, mas principalmente pela morte dos prefeitos. Acho que mesmo as máfias puras têm um código de ética. Roubar pelo partido é condenável, não participo de política por isso, mas matar ou ver matar pelo partido é inaceitável, e os religiosos do PT viram e não se manifestaram, em nome de um bem maior, muitos desses que em nome desse mesmo algo maior, condenam o aborto), nem do Geraldo Alckmin, um político insosso e metido a bom moço.

Nessa eleição, não participei das discussões, preferi viajar no primeiro turno por estar desanimado a escolher candidatos aos cargos, mesmo sabendo que a alienação (sou cruel comigo mesmo) está longe de ser a solução. Mas ando cansado com a hipocrisia e desafio qualquer político nesse país, qualquer, a bater no peito e falar que não fez, ou se viu, denunciou alguma sacanagem a apenas alguns metros de distância. Esse político não existe, todos se renderam às supostas maneiras como as coisas são feitas.

Hoje saio para votar, com apenas uma única certeza. Nem Dilma Roussef, nossa próxima presidente, nem José Serra, o candidato derrotado (minha opção de hoje), nem qualquer outro político desse país saíram maiores dessa eleição. Ao concordar com a apelação dos assessores diminuíram suas biografias, ao sonhar chegar ou temer não chegar, extrapolaram qualquer noção de parâmetro mínimo, tentaram falar da pior maneira possível para o lado mais ignorante da sociedade brasileira, deram pão e circo porque concordaram que é disso que o povo precisa. O povo na verdade precisava de propostas e de candidatos dignos, não o foram, um acusando o outro lado, mas na verdade, os dois reféns da vaidade própria. Quem precisava ganhar era o Brasil, quem ganha hoje é um grupo, um ganho muito menor depois de forçar a sociedade ao ouvir e ver a quantidade de absurdos que se passaram nesta campanha.

A um dos maiores animais políticos que já tive notícia, o presidente Lula, a recomendação de que, vencida está etapa considerada tão fundamental, deixe que o bom senso e a razão comecem a invadir aquele corpo e mente, e que consiga saber que a história escrita é diferente das respostas do clamor da multidão assistida, dos interesses privilegiados. Cuidado com a vaidade, ele é cruel com todos, inclusive comigo que me achei capaz de dizer essas palavras…

Uma homenagem a um gênio, mas não é o gênio quem faz 70 anos…

pele.jpg pele2.jpg

Pelé não faz 70 anos hoje, quem faz é o Edson Arantes do Nascimento, personagem que Pelé fez questão de manter pois intuía que o mito precisaria de alguém real. O Pelé deverá fazer 70 anos talvez em 2028.

Lembro pouco dele, tenho alguns flashs de 70, de um jogo de despedida no Maracanã e de sua chegada ao Cosmos, nada comparado ao que ele realmente foi. É interessante ler as frases sobre ele proferidas pelos adversários. É necessário entender que o cidadão Edson está muito distante do gênio Pelé, e aqui não coloco no sentido de crítica, mas no sentido necessária da justiça humana. Pelé foi um gênio dentro de 4 linhas, utilizando o corpo, no mundão aberto, Edson não conseguiu chegar perto do que sua criação fez dentro do campo, restou-lhe então alimentar o passado e o mito, este sim, muito presente.

Parabéns Edson, você fez muito nos primeiros anos de sua vida. Não o cobro pelo restante, mas de todas as homenagens que vi, a melhor é o caderno da Folha de S. Paulo, os textos dos lúcidos Juca Kfouri e Tostão dão claramente a dimensão da junção dos dois homens. É preciso ler.

Virgília na Universidade de Chicago!

raulrosenthal.jpg

No dia 21/10 quem estiver pelas imediações de Chicago e quiser ouvir um pouco sobre o Brasil não deve perder a palestra do autor Raul Rosenthal, será na escola de business, a Booth (se quiser conhecer basta clicar no link da palavra), o tema: Emerging Markets: An in Depth View of Brazil’s Economy, Politics, Risk and Opportunities.

Isso é que eu chamo de colocar o sonho em prática, conforme prescreve o livro dele, Sonhar acordado. No processo de edição o Raul várias vezes me confidenciou este desejo, clique aqui para saber mais sobre o livro, quem sabe você também não dá uma palestra numa universidade gringa…

Dia do professor: Aula nota 10! Parabéns professores

frente-nota-10.jpg

Parabéns a todos os professores do Brasil. Ouvindo o horário eleitoral dá a impressão que vivemos em outro país, um país onde a educação e o trabalho de formação de jovens é não apenas respeitado, mas também valorizado. Está na hora dos candidatos Dilma Roussef e José Serra pararem de utilizar a educação apenas na tentativa de simplesmente angariar votos e darem à ela o devido e merecido respeito, e à profissão de professor, o investimento necessário e as possibilidades de crescimento e desenvolvimento futuro compatíveis com o resultado do que o trabalho e dedicação deles consegue fazer pelo Brasil.

O livro Aula nota 10, sucesso de público e crítica nos Estados Unidos, ainda não está pronto, chegará por aqui até o final do ano, mas quem ganhar a eleição deverá dedicar a este livro e ao assunto que aborda, técnicas efetivas de melhoria do resultado das aulas, investimentos e estudos. O autor, Doug Lemov investigou de maneira prática o que funciona para atrair a atenção e a retenção dos alunos, e conseguiu apresentar isso de forma didática e clara.

Que os professores celebrem hoje seu dia e possam em pouco tempo questionar e usufruir deste lançamento futuro da editora Da Boa Prosa.

TOC parte II, melhorou mas não redimiu…

 oqueogooglefaria.jpg

As últimas sessões do Toc foram um tanto melhores, a tal da Ignite, onde cada um dos 8 apresentadores tem alguns segundos, se não me engano, 15, por slide para falar do que faz, pelo menos é rápido, em alguns casos, até demais, mas dá uma visão mais geral e prática de alternativas digitais interessantes. O cara que falou quase nada de Metadados, Nick Ruffilo, tentou vender seu peixe de aluguel de livros digitais…

A palestra final foi interessante, um tanto americanizada demais, sabe como? Não? Nunca viu um americano fazendo show? Isso mesmo, tudo ensaiado, mas é constrangedor ver alguém de mais de 60 anos pedindo, implorando perguntas para a platéia, Jeff Jarvis, fez. Mas seus alertas para características do novo ambiente foram válidos e úteis. Para ele, editores são e devem ser responsáveis pela criação de público, essa é a tarefa, e aí que se agrega valor. E a criação de público não é mais um ato brilhante ou isolado, é algo que será construído com esse próprio público.

Como já havia falado o mais lúcido dos palestrantes, Douglas Rushkoff, esse não é um negócio para quem procura grandes números, é um negócio para apaixonados e amantes das palavras e dos livros, um negócio charmoso, um Woody Allen dentro do universo do entretenimento, uma boa imagem.

Toc 2010: tools for what???

toc10.jpg

Vim animado para minha segunda vez no seminário sobre livros digitais em Frankfurt. Achei que iria encontrar um evento maior, encontrei um menor, espaço menor, estrutura pior. Já passei da metade do evento e estou me perguntando se eles, com esse tipo de palestra, queriam tirar os últimos litros de leite dessa vaca ou ainda sonham em fazer algo para o futuro?

Não é possível, será que escolhi as optativas tão errado assim? Agora vim ouvir sobre Metadata e o cara que tinha uma hora, falou por 30 minutos e daí ficou tentando tirar perguntas da platéia, constrangedor…

Pela manhã houve a palestra do Pablo Arrieta, um colombiano fã do Steve Jobs, mas não entendi o contexto, por que ela aqui? Para mostrar que na Colômbia e outros países da América Latina já temos acesso a iPads e outros gadgets? Para protestar contra o desprezo da Apple para a região? Queria alguém que chacoalhasse meu teórico comodismo com o conhecido, com o mundo na forma como fui educado e formado, analógico. Tools é algo prático, assim deveria ser o workshop, cheio de exemplos, de sugestões, números. O pessoal da O’Reilly deve estar muito ocupado vendendo seus livros eletrônicos. Chegar aqui, mostrar os números de crescimento desse tipo de entrega e daí apresentar esse nível de palestra e palestrante é frustrante, me parece total incompatibilidade com a expectativa dos presentes. Só me restam três alternativas para mudar a opinião geral do evento. Esses terão que ser muito bons para compensar!

Muro de Berlim: Há 20 anos a Alemanha se integrava, integrou-se?

muro-de-berlim-1.jpg muro-de-berlim-2.jpg muro2.jpg  muro-de-berlim-3.jpg

O entusiasmo ao celebrar os 20 anos da unificação da Alemanha, a queda do Muro de Berlim, quem tem de 40 ou mais lembra do quão mítico era a junção daqueles tijolos,  foi pautado pelo sangue quente dos alemães… Eu fiz a minha parte, corri uns 18 kms pela cidade de manhã e nada vi. A tarde fui visitar alguns museus e continuei sem nada ver.

O que li por aqui é que o muro caiu, restam algumas partes, suporte para grafiteiros, mas ele ainda continua. Reclamações de que a unificação foi supostamente a junção de tudo de bom que veio da parte oeste com tudo de ruim que veio da parte leste, assim fica complexo. Não conhecia Berlim, uma cidade das mais interessantes, mas as questões continuam pendentes. Essa é uma capacidade humana, criar barreiras, físicas ou imaginárias. Corri pelos dois lados, os portões de Brandemburgo estavam cercados por faixas da Coca-Cola, melhor do que por exércitos e em disputa militar e política…

Falcão: não sabia que o Brasil era monarquista

falcao.jpg boiada.jpg

Não me lembrava que no plebiscito de anos atrás a monarquia havia ganhado. Foi essa a sensação que tive ao passar uma hora na fila da Polícia Federal para voltar ao Brasil, boiada pura. Receio parecer aqueles velhos desconectados que ficam clamando pelas melhores coisas de seu tempo. Mas é um absurdo o que acontece na chegada ao Brasil no aeroporto de Cumbica, total despreparo, coitados dos que vierem para a Copa do Mundo, é impossível mudar a estrutura e a cultura deste país em tão pouco tempo.

Embarcar em Madri-Barajas e descer em Cumbica é um choque, uma visão descomunal de dimensão, de espaço, de estrutura, de organização. Aqui não se tem espaço e ainda se tem Free-Shop, em nenhum outro lugar do mundo onde estive há esse costume, se não me engano resquício de alguma concessão do passado, a atrapalhar, tudo é pensado pequeno, em regime de controle e quando se quer controlar, é óbvio que se quer algo mais.

Mas eis que passado meia-hora, ainda no meio da fila, aparece o comentarista Paulo Roberto Falcão, e ignorando toda aglomeração de pessoas, mais parecendo uma boiada, seja de brasileiros, seja de estrangeiros (a quem os agentes aeroportuários insistiam em indicar a fila no idioma nativo), se utiliza de algum passaporte real (já foi supostamente o rei de Roma) ou algum passaporte diplomático, ou então, apenas de uma certa simpatia dos agentes e vai imediatamente para o guichê, tendo gasto aproximadamente uns 55 minutos a menos do que eu e todos os outros mortais. Absurdo! Senhor Paulo Roberto Falcão, depois não adianta reclamar da estrutura para a Copa, se não dá exemplo, não pode cobrar.

Nesse país jornalista já não pagou imposto de renda, agora já o paga, mas pelo menos ainda ignora a fila da alfândega, um país dos privilégios…

Aniversário

em-alguma-parte.jpg

Hoje minha avó faz 95 anos, diria que em nenhum deles contribuiu para a poesia brasileira mas fez das suas para sua família. Mas hoje também Ferreira Gullar faz 80 anos, e a contribuição dele para a poesia e também para a vida cultural brasileira não é pouca. Já declarei aqui minha admiração e respeito por ele. Parabéns.

Ainda não comprei seu novo livro, Em alguma parte alguma, mas vou fazê-lo muito em breve.

Vai que a moda pega no Brasil: sugestão para livrarias - vinho + livros

winebooks.jpg

Que tal Cultura, Saraiva, Vila, Travessa, Leitura, Curitiba e tantas outras livrarias brasileiras seguirem o exemplo da Berkelouw Books da Austrália que serve uma taça de vinho para seus clientes, querendo similar um ambiente caseiro. Combina ou não?

Que tal um anel de livros ao invés de diamantes?

anel-de-livro.jpg aneis-2.jpg aneis-3.jpg

As moçoilas mais intelectuais podem definitivamente olhar com desdém para os anéis de brilhantes e diamantes. Agora elas poderão saciar a fome de cultura e conhecimento com um dos anéis criados pela artista Jeremy May. Para os pretendentes deste tipo, uma economia e tanto, não sei o preço deles, mas devem ficar muito abaixo das teóricas jóias que embutem margens assustadoras, se bem que… Ou seja, comprar livro como encalhe e vender como semi-jóia deve ser também um ótimo negócio.

Faz também pingentes e outros objetos. Dá uma busca na internet que você acha.

Uma ilha num oceano

muricy1.jpg

Vale ler na coluna de Mônica Bergamo da Folha de hoje o perfil de Muricy Ramalho. Não é sempre que se diz não para um sonho e se consegue manter a integridade e o respeito como ele fez. Fala do pai (link com o livro do Castello), do Poy e passa para uma sociedade tão leve e mutante de valores e significados algo mais antigo. Aumenta a pressão sobre si e dá um exemplo de que é difícil, mas talvez possível ser uma ilha de dignidade num oceano poluído, como é o do futebol, aliás, o futebol está hoje para o golfo onde a BP deixou escapar seu petrolinho… Hoje contra o Fluminense, não vou torcer para o São Paulo, mesmo porque, muita coisa precisa mudar lá e não adianta ficar tapando o sol com a peneira!

Aviso aos diretores do Sebrae, Banco do Brasil e Caixa: aqui existem livros mais sérios para os senhores patrocinar…

Chega a ser ridícula, se não quase impossível de acreditar a notícia dada na coluna da Mônica Bergamo de hoje. Mas estamos no Brasil e o tal do Agaciel Maia, sim, aquele mesmo dos escândalos no Senado, foi escolhido “personalidade do ano” do prêmio Mérito Empreendedor dado pela Federação das Associações Comerciais, Empresariais e Industriais do DF.

Prêmios fajutos existem aos montes. São alimentados pela vaidade humana, pela mania do homem de achar que os outros também os vêem como ele gostaria de se ver, ou de ser. Contra isso, não tenho nada, acho que quem vende o prêmio merece quem ganha e quem assiste, todos humanos de baixa qualidade.

O problema é que o tal livro, A história quem faz é você, é patrocinado pelo Sebrae, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, piada. Piada maior é o tio Sarney ter escrito sobre Agaciel, imagina o que o cara sabe…

Esses livros deveriam continuar árvores. Empreender com dinheiro público e ter lucro privado é crime, não mérito!

Brasil está mesmo no moda: blowing in the wind…

bobdylan.jpg

Fábio Cypriano não poupou Bob Dylan na reportagem de ontem da Folha sobre a exposição do cantor passando por pintor em Copenhagen. Acho que tem razão, se não fosse quem é, dificilmente teria espaço num museu. A produção já estaria muito bem colocada numa galeria, isso acaba deixando claro que os museus são também instituições políticas e fazem seu marketing. Uns com Bob Dylan e o retrato de paisagens brasileiras, outros com roupas de designers famosos, e por aqui, uns corpos. Vale tudo para ouvir o tilintar da caixa registradora. Bob Dylan compõe muito melhor do que pinta…

O ranking das mídias sociais

podium-de-elisa-tessler.jpg

A foto é da artista Elida Tessler, encontrei na net, o ranking da Daily Beast, a utilidade, sei lá…

O ranking das mídias sociais mais quentes do momento nos Estados Unidos é:

1) You Tube
2) Twitter
3) Tumblr
4) Facebook
5) Foursquare
6) Myspace
7) Skype
8) Flickr
9) Vimeo
10) LinkedIn
11) Posterous
12) Gowalla
13) Bebo
14) Zynga
15) Friendster
16) Playfish

Das 16, conheço 8, uso 6, do restante, tô velho… Ou então, tem muita besteira por aí! Mas quem quiser me apresentar e convencer, estou aberto.

Buying literature has become cool again…

paul-levinson.jpg

A frase acima é do professor de comunicação de mídia da Fordham University Paul Levinson. Que bom que enxerga assim, tomara mesmo que a literatura volte a ser algo cool, ou seja, que atraia pessoas que não vinha atraindo, acho que não por falta de oferta, sim por demanda, pelas pessoas estarem preferindo coisa fácil, se é que isto existe.

A frase estava inserida numa matéria do New York Times dizendo que os e-readers deixam as pessoas menos isoladas. Para mim a matéria contém um erro básico. A leitura não é um ato isolante, é um ato mergulhativo, requer esforço e concentração quando é consumida, mas abre portas e mundos depois, possibilita uma convivência mais interessante e saudável, menos superficial. Se aproximar de alguém por um gadget é algo tão bobo quanto se aproximar por um cachorro. Cachorros e iPads têm telefone (talvez a hístória do telefone já esteja ultrapassada), mas é algo passageiro, uma desculpa com prazo de validade. A literatura não só aproxima, mas capacita para conviver, esse sim o desafio da vida. Conhecer pessoas é fácil, mesmo para quem é tímido, conviver com pessoas, e bem, eis algo já não encontrável em lojas de artigos, nem de 1,99, nem de luxo…