Assunto: Geral



Nossos autores no twitter

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Eis a lista dos nossos autores que podem ser seguidos no twitter:

André Torretta - Mergulho na base da pirâmide - https://twitter.com/andretorretta 

Francisco Britto - Empreendedor ou executivo? e Miguel Abuhab - https://twitter.com/chicobritto 

John Thackara - Plano B - https://twitter.com/johnthackara

Julio Ribeiro - Fazer acontecer.com.br - http://twitter.com/Talentprop 

Raul Rosenthal - Sonhar acordado - https://twitter.com/RaulRosenthal

O Britto aborda várioas aspectos, o Torretta e o Julio Ribeiro falam mais de publicidade, o Thackara de design e o Raul Rosenthal fala sobre carreira e negócios. Vale conferir.

Seth Godin x editoras

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Uma notícia que rola pela net é que o “guru” Seth Godin desistiu das editoras. Eu como editor, nunca optei por ele, não preciso portanto desistir agora…

Para mim Godin é um marketeiro interessante, mas alguém consciente de que precisa dos livros para vender palestras e consultorias. Lá fora diz fazer sucesso, por aqui, já transformou muito papel bom em encalhe. Estou com isso dizendo que ele está errado em confrontar as editoras e seus modelos de negócios? Claro que não, acho que o momento é propício para que todos revejam seus interesses, suas expertises, suas possibilidades. Cada um deve sim exigir o melhor para si, mas é preciso reconhecer que os editores, uma grande parte deles, faz um trabalho descente, esforçam-se e correm riscos por seus autores. Não dá para retribuir com remuneração equivalente ao que se ganha e cobra no mercado de palestras ou consultorias, mas é preciso sim ver as escalas.

Estou voltando agora ao mercado, animado que vai crescer. Existirão aqueles que querem ir direto com uma livraria? Sim, existirão, estão errados? Não sei, ainda acho que livro é um tipo de produto não tão igual aos outros, requer um certo trabalho, e principalmente um tempo para ser deglutido.

No Link de segunda há uma interessante matéria com Nicolas Carr, não sei se esse também desistiu do formato tradicional, pelas suas idéias, acredito que não, mas prega que a rede está “emburrecendo” as pessoas, no mínimo estaríamos ficando mais superficiais e menos focados, com menor capacidade de processamento vertical. Isso é sério, qualquer pessoa na meia idade olha para um jovem com um misto de inveja por perceber nele a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Como tudo na vida, o que não está sendo considerado é o custo, e tudo tem um preço. Os jovens tem uma enorme capacidade horizontal, migram de um aplicativo ou programa para outro com leveza absurda, o que não sabem é como vão encarar um tal vazio criado pela falta de densidade, um dia ele vem.

Então, calma lá. Que editores, muitos deles, estão velhos e precisam olhar o mundo com outros olhos, sim, precisam, mas não será seguindo os senhores Godin, Covey ou Coelho que o mundo vai começar a resolver seus problemas.

Caros autores e futuros autores, nós aqui sim pretendemos e vamos trabalhar também nas plataformas digitais, porém ainda acreditamos no livro em papel como algo prático, até com um componente que beira o sagrado, no sentido de um produto capaz de ter auxiliado a humanidade a sair das trevas, e que o homem, no seu caminho individual, quer mesmo é percorrer uma longa e desafiadora viagem para terminar reconhecido por poucos, aqueles que lhe fazem sentido, cercado de sua história, da maior parte dela que puder.

Nós vamos continuar tentando atrair autores, mas só aqueles que acreditam que existem profissionais que agregam valor às suas idéias, interlocutores capazes de ajudá-los a desenvolver melhor seus conteúdos, que entendem de formas de empacotar e que podem sim separar o joio do trigo. Para os que vêem apenas uma commodity de varejo, façam seus acordos diretos com livrarias ou sites de venda, vão ganhar mais, que a busca pelo seu algoritmo seja bem-sucedida, vou ficar por aqui de olho aberto tentando aprender, vendo onde posso aplicar o meu talento em resolver alguma frase, escolher um título, um subtítulo, um detalhe ou uma capa inteira.

Há aqueles que acreditam que tudo é apenas comercializar, esses dificilmente terão lugar na Livros de Safra, porque o nosso nome vem de agricultura, de um esforço em trabalhar a terra e encontrar as melhores condições para as sementes darem fruto, ciente de que as condições climáticas podem complicar. Um desabafo a uma mídia que abre espaço para muita coisa boa, mas também para muito lixo. Já disse aqui várias vezes: pare de ler esse blog e vá ler um grande escritor, um grande livro, com certeza terá mais lastro, um lastro de pensamento, capaz de iluminar um pouco quando estiver no meio do blackout causado por tamanho amontoado de frugalidades e besteiras.

Parcerias com Gestores de Educação: Aula Nota 10 - Doug Lemov

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O livro Teach like a champion, do educador Doug Lemov vai se chamar Aula Nota 10 no Brasil. É uma co-edição entre a Da Boa Prosa, selo da Livros de Safra, também editora da Virgília, e a Fundação Lemann, entidade que faz um excelente trabalho na busca da sua missão de: Contribuir de forma relevante para modernizar a gestão dos sistemas públicos de ensino no Brasil, com o objetivo de melhorar o desempenho dos estudantes nas avaliações externas internacionais, aproximando-os dos alunos de países mais desenvolvidos (OCDE).

É resultado de pesquisas práticas do autor na busca das melhores maneiras de inspirar as crianças e conduzir uma aula que ele o nível do aprendizado e envolvimento. O livro chega muitíssimo bem traduzido, revisado e adaptado em outubro. Desde já é possível que secretarias de ensino e entidades públicas ou empresariais ligadas à educação e interessadas em adquirir lotes especiais, inclusive com possibilidade de inclusão de mensagens personalizadas, negociem conosco: 11 3081-2510 ou então pelo email: rogerio.gomide@livrosdesafra.com.br.
 

Aula nota 10: o bom professor inspira e fascina!

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A internet é ótima, mas muitas vezes ainda não possibilita às pessoas entenderem o peso das notícias e matérias. Quem se interessar por educação e procurar notícias sobre o novo livro do educador Doug Lemov vai encontrar referências à matéria publicada pela Folha de S. Paulo ontem, aliás, eis aqui o link.

Mas só quem pegou a edição impressa do jornal pode perceber a importância dada ao assunto e ao livro. As idéias de Doug ocuparam o espaço entrevista da 2a., um dos locais mais nobres e privilegiados do jornal. O título é: Só conhecimento teórico não forma bom professor - docentes também precisam de técnicas para transmitir conhecimento, inspirar crianças e manejar sala de aula.

O livro que será lançado em outubro por aqui, uma parceria da Da Boa Prosa com a Fundação Lemann, deve interessar aos professores, e principalmente aos profissionais que transitam no entorno deles, pessoas cientes da importância da sala de aula para a efetiva transformação da situação deste país. Nos Estados Unidos é um grande sucesso, estando entre os mais vendidos da Amazon e tendo sido inclusive capa da revista de domingo do The New York Times.

Das 49 técnicas, a matéria da Folha trouxe um resumo de 5, mas a dúvida apontada por Lemov na entrevista merece ser discutida: “Não estou certo de que as pessoas responsáveis pela formação de professores tenham em mente que o aprendizado das crianças tem que ser a prioridade em suas preocupações.” E infelizmente, apesar de muitos avanços, ainda necessitamos de uma evolução grande na educação.

O livro está sendo traduzido pela jornalista Leda Beck, há muito trabalhando próxima a educação e concluindo seu mestrado em Stanford e terá as adaptações necessárias a cargo da educadora Guiomar Namo de Mello. Aguardem novidades.

Quer aprender sobre livros, eis um curso sério

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De volta às suas instalações verdadeiras (ano passado o prédio passava por reformas), a Universidade do Livro promove o seu Curso de Extensão em Edição: o livro como negócio e produto.

Vai de de 1o. de setembro à 30 de novembro, todas as 3as e 4as perfazendo 100 horas/aula e abordando as diversas etapas e funções dentro da cadeia do livro. Dou a 2a. aula, Plano de Negócios. Os professores são profissionais com experiência e vivência em diversos sub-setores. A Universidade do Livro é ligada a Fundação Unesp. Se quiser maiores informações, clique aqui.

Devorador de livros

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A Folha de ontem trouxe matéria com o adolescente Luis Antonio Gonçalves Netto, 14 anos, morador de São José do Rio Preto e que não está em nenhuma das duas ilustrações acima, encontradas livremente na internet e infelizmente sem crédito, mas pode ser julgado como um legítimo devorador de livros.

Como castigo por uma nota baixa foi obrigado a ler 10 livros, mas o tiro do pai, saiu pela culatra (o mercado editorial deveria contratar cientistas para entender como de uma atitude negativa, brotou um ato positivo, mas você que é pai ou mãe e quer que o seu filho leia bastante, talvez não seja essa a melhor solução, o garoto aqui parece ser a exceção, não a regra), e ele se apaixonou pela leitura e descobriu uma capacidade pouco humana, ler 300 páginas em uma hora, isso mesmo. De dezembro até aqui, enquanto eu me orgulho de ter lido 20 livros, bem acima da média brasileira, o fedelho já leu 340 livros, sim, isso mesmo. O repórter fez um teste e ele citou a história e personagens.

Seria ótimo se topasse fazer um teste lendo livros e livros, aí poderíamos ter uma medição se a tal literatura, teoricamente inspiradora do movimento slow read do Peter Burke, faz mesmo com que a taxa de leitura diminua. Mesmo assim ele ainda não conseguiu escrever seu livro, diz ser mais rápido para ler do que escrever, todos somos, e quanto mais o senso crítico, maior a diferença.

Livro está na moda, da até para ficar neles. Hotéis com livros

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Seja no papel, seja em qualquer formato de leitor digital, os livros poucas vezes foram tão falados quanto agora. Isso é bom, falar é fácil, ler é mais difícil, tudo que é mais difícil dá muito mais prazer. Reportagem do caderno de Turismo do Estadão de hoje mostra os hotéis onde o tema são livros:

Há o L’Hotel, Paris, onde morou Oscar Wilde, mas há também os que apelam para as letras para montar o seu diferencial competitivo, o Library Hotel de NY (www.libraryhotel.com), onde há uma biblioteca e destaque para livros nas suítes, dê uma olhada nas amenidades abaixo. Já no Hotel de Las Letras (www.hoteldelasletras.com), primeira foto à esquerda, as letras invadem as paredes, em frases e poesias, estilo Casa do Saber daqui, os livros também teoricamente se encontram numa biblioteca, mas no site não vi foto alguma dela. As outras duas fotos menores são do Library Hotel, são 6 mil livros, e ainda fica perto da Biblioteca Municipal se você sentir falta de algum… Eis as amenidades:

  • Reading Room
  • Poetry Garden with terrace
  • Writer’s Den with fireplace, flat panel television and enclosed garden terrace
  • Executive Inspiration Boardroom for 12 people
  • Madison & Vine Restaurant
  • 24 hour access to computer stations and printer
  • Quem está meio sem inspiração e tem a conta bancária recheada pode sim sentar-se próximo a lareira e escrever sobre os fatos cotidianos da vida em qualquer lugar do mundo, ou então, buscar mais inspiração ainda no Jardim da Poesia.

    Proer da Flip?

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    O Banco Itaú está simpaticamente distribuindo bancos de papelão para os que ficam para fora da Tenda do Telão. Assim quem não tem ingresso pode confortavelmente ficar sentado na praça enquanto assiste de fora. Ótima iniciativa, nada contra. A única questão é que acho que muito executivo lá do banco deve ter se divertido com as caixonas desenvolvidas para recolherem os banquinhos de volta. Passei por elas e estavam mesmo vazias, sinalizando talvez para o alto escalão do banco que não vai ser assim tão fácil comprar mais bancos. Entendeu? A chamada é: Deposite seu banquinho aqui. Abaixo da seta indicativa do local, há a assinatura: uma ação sustentável do Banco Itaú. Aliás, ando meio cansado de ação sustentável de banco, no fundo são mesmo ações marqueteáveis e não sustentáveis, no máximo, os dois juntos, slogan de outro banco…

    Para os que estão na Flip e sem ingressos, eis a chance de negociar um banco com o Itaú…

    O esporte não era para se torcer? Mais um papelão na Fórmula 1

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    Há tempos não acordo cedo num domingo para assistir a uma corrida de Fórmula 1. Há muitos anos, acho que no fundo o que eu gostava era de ter uma dose extra de estima ao ouvir a música do Senna e ver a bandeira brasileira subir acima de outras, em tempos onde nossa posição era muito inferior.

    Ontem tampouco assisti a um grande prêmio que nem sei onde foi, mas recebia um amigo admirador do esporte (ou será negócio?), que pediu licença e foi ver o final. Desceu decepcionado, cabisbaixo e “protestante” contra a palhaçada da Ferrari. Jogo de equipe? Só porque era brasileiro? Creio que não. Fazer o que foi feito ontem, coisa que me parece comum na Fórmula 1, é deixar vários expectadores descrentes das regras de competição (punição: 100 mil euros. Subtexto, pode aprontar que no máximo virá uma penalidade bem pagável, simbólica, apenas para dizermos que temos autoridade e não se pode fazer o que se quer). Esse é um dos esportes mais influenciáveis pelo enorme poder econômico, e ainda assim há os chefes de equipe, sempre das poderosas, definindo qual de seus pilotos cruza na frente. Dá para torcer? Dá para colocar emoção em algo assim?

    A comprovação que não, foi a declaração do beneficiado, o espanhol Fernando Alonso: “Sempre tentamos fazer um bom espetáculo, mas trabalhamos para empresas”. É por isso que eu prefiro ou dormir, ou correr (com meu par de tênis) ou conversar com amigos, algo menos empresarial do que o negócio da Fórmula 1. Pior é que para os torcedores brasileiros, que um dia se acostumaram a ganhar, as perspectivas não são das melhores. É o segundo piloto de ponta do país que se encontra nessa situação, e isso, não colabora em nada para formar neles uma imagem de campeão, muito pelo contrário, deve dar uma vergonha grande descer do carro, por mais que a conta bancária fique cheia no final do mês.

    Muricy: vai ou não vai?

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    Poucos acreditariam que o garotão irreverente e cabeludo dos anos 1970 fosse se transformar no técnico gordão e mal humorado que Muricy se transformou. Mas ele é competente e sério. Quando li o anúncio, deixei a imaginação funcionar e o imaginei não apenas arrumando a seleção, como também ajeitando, pelo menos dando um upgrade no seu lado moral. Mas parece que tudo não passou de uma trapalhada. Espero que não tenha sido apenas uma jogada ensaiada. Se vier, que tenha saúde, estômago e equilíbrio moral para suportar ter chefes como terá. Não é fácil ficar na vitrine com a CBF do jeito que é pesando nas costas…

    Eu não tenho certeza de nada…

    Neil Jones disse em setembro de 2009 que estava seguro que seria o número 2 nos Estados Unidos e o líder na Inglaterra. Eu consigo dizer muito pouca coisa seguramente. Nem mesmo que o Neil Jones estava completamente errado, apesar de todas as evidências.

    Quem é o Neil Jones? O investidor por trás do Cool Reader 0 Cooler, no Brasil, o aparelho da operação da Gato Sabido. A empresa, Interead, entrou em processo de liquidação na Europa, não comercial, liquidação judicial, ou seja, está para escafeder-se, mas as fontes dizem que o produtor chinês dará garantias. Apesar de não ter certezas, quase a tenho ao duvidar de um produtor chinês, prefiro estar em outras mãos, das deles, fico com o biscoito da sorte, o yakissoba, a carne com brócolis, até o famoso ovo preto chinês, que já comi lá, e aqui também, desafiando meus filhos.

    Enquanto isso, sem nenhum desejo de discurso ludita, guardei neste final de semana a coleção Clássicos Jackson que foi do meu avô, na minha biblioteca. Aliás, ainda não guardei, os livros são da década de 1940 e ficaram por dezenas de anos mal guardados, abandonados desde que meu avô se mudou de Itapeva e largou lá não apenas seus livros. Os cupins deixaram suas marcas mas não foram vorazes o suficiente para ir além de furos e caminhos que não impedem a leitura. Estão aguardando na pré-biblioteca, na semana que vem, serão integrados.

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    Se quiser fugir do alemão, leia

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    Se você tem mais de 40 anos e não se lembra de quem é o rapaz das imagens do meio, talvez tenha problemas no cérebro ou preciso se consultar com o doutor Ivan Izquierdo, sua questão pode ser com o alemão… Brincadeiras à parte, reportagem sobre memória do Valor de hoje afirma que Alzheimer é questão apenas para quem tem mais de 65 anos.

    Mas além de descrever como funciona a memória, é categórica em afimar que “Ler é fundamental!”. Diz a reportagem que o cérebro, como a musculatura, precisa de exercício, e não existe academia melhor para os neurônios do que a leitura.

    Para não repetir a imagem (da mulher que só fez exercício para a mente, postada aqui no dia 12, veja abaixo), coloco outra diferente, mais poética, porque ninguém ainda pintou decentemente alguém numa academia lendo, fazendo exercício duplo… A matéria do Valor é muito boa, você vai se convencer de duas coisas:
    1) é preciso esquecer;
    2) tão importante quanto esquecer, é ler…

    O link para assinantes é este:

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    Deus deve ser brasileiro, cremos mais que Tolstói?

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    O barbudo acima escrevia muito. Não sou especialista nele, li Padre Sérgio e um outro livro, não me recordo agora, estou quase no meio da leitura de Ressurreição, que estou gostando muito, e me chamou a atenção a matéria do Valor Eu&Fim de Semana de Alberto Carlos Almeida.

    Tolstói teve questões sérias e profundas com a Igreja Ortodoxa. No final do século XIX questionava alguns rituais da Igreja ao descrever no livro sobre um sacerdote: “Ele não acreditava que o pão se transformaria no corpo, nem acreditava que proferir uma porção de palavras trazia algum proveito à alma, nem que comia de fato um pedacinho de Deus - nisso, era impossível acreditar -, mas acreditava que era preciso acreditar naquela crença. O que mais reforçava nele tal crença era o fato de que, ao cumprir suas exigências daquela crença, o sacerdote, desde os dezoito anos, já ganhava rendimentos com que sustentava sua família, um filho no liceu, uma filha na escola religiosa.”

    Enquanto isso no Brasil, em 2010, pesquisa pelo Instituto Análise revela que:
    82% dos brasileiros acreditam que Maria concebeu Jesus virgem, 12% não acreditam e 6% não responderam;
    93% acreditam que no momento da comunhão a hóstia se transforma no corpo de Cristo e o vinho em seu sangue, 4% não crêem e 3% não responderam.

    Me parece que Tolstói foi e é pouco lido neste país…

    Algumas poucas reflexões sobre a Espanha campeã

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    A atitude do goleiro Casillas foi bacana, mas teve esse efeito negativo, Blatter na foto, negativo para o todo, positivo para o ego dele e da Fifa, que aliás, já emplacou o seu nome pendurado no Cristo Redentor. Sou do tempo que a Copa do Mundo era apenas Copa do Mundo, não Copa do Mundo da Fifa…

    Mas acredito que a conquista da Espanha seja capaz de provocar algumas reflexões. Há tempos que o time vinha bem posicionado no ranking da tal Fifa e ganhava pouco, não chegava em Copas. Agora ganhou a EuroCopa e levou a maior conquista, com méritos, mesmo mostrando-se algumas vezes hesitante na hora do chute.

    Sei que o orçamento do Real Madri e do Barcelona são bem maiores que os dos times brasileiros, mas se na seleção espanhola há a base do Barcelona e do Real, principalmente do Barça, na seleção brasileira só dois jogadores defendem clubes daqui. Acredito que passar apertos juntos dá uma sensação de equipe e um poder de reação maiores, além é claro de criar uma sensação mais crível de seleção. Eu não sei quem é o lateral esquerdo do Corinthians, mas num final de semana resolvo isso, agora saber quem é o Michel Bastos é bem mais complicado (ah, do Corinthians só sei porque ele é bem vaidoso e adora arrumar as meias…). Não está na hora de uma certa valorização de times brasileiros? De termos jogadores mais identificados com as torcidas locais? Daqui a pouco, a seleção brasileira não terá atletas que tenham feito o mínimo em times daqui? Globalização? Talvez, mas estamos num outro continente e ainda temos um campeonato forte, que segura o espetáculo do futebol nos quatro anos em que a seleção não se reúne de verdade.

    Se o Dunga não assistiu a final como disse que não faria, faltou profissionalismo e humildade. Eram poucas as reflexões, de futebol sou mais torcedor do que entendedor mas como já confessei aqui, acompanhei diariamente Juca Kfouri, Tostão e PVC, uma cobertura de futebol que foi além da tradicional baboseira que se fala por aí. E é claro que não perdi a mania de ler José Simão.

    Se o Brasil não rever muito sua postura, faremos como a Alemanha, não levaremos em casa. 

    Excesso de publicidade: Copa e Playboy portuguesa

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    Já protestei aqui contra o puritanismo de Steve Jobs, já assumi meu ateísmo e minhas posições sempre contrárias ao politicamente correto. Mas acho de péssimo gosto a capa da Playboy de Portugal com Cristo e uma tatuada na capa. Ainda mais porque retoma a polêmica que levou Saramago a ir morar na Espanha. É homenagem ou apropriação para tentar vender mais?

    Parecido com a inúmera quantidade de anúncios sobre a Copa, todo mundo já sabe que existiam dois anúncios, o da vitória e o da derrota, todo mundo percebe que é um business, o que é uma pena. Homenagear quando se quer vender é meio feio. A Playboy foi ousada, as portuguesas vão coçar o bigode… Mas quem tomou a decisão não foi sutil, foi apelão…

    Disputa digital x papel

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    Ainda não li nada de Saul Bellow, pelo que dizem, azar o meu, mas acabo de colocar seu segundo livro na minha biblioteca, Henderson. Chegou bem acompanhado, do Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo, uma bela edição da LeYa que junta num catatau o que se sabe sobre o poeta português, daqueles dicionários capazes de ensinar detalhes interessantes, mas que também correm o risco de pouco serem abertos, se bem que tenho com Pessoa uma boa relação. Quem já subiu a escada da minha casa no interior sabe do que falo…

    Mas se esses dois livros entraram na minha biblioteca, a antiga, física, que ocupa espaço real, não virtual. Hoje li a primeira reportagem sobre velocidade de leitura nas diferentes mídias. Não quero polemizar, não consigo dar o meu testemunho, como já assumi, ainda não li nenhum livro de cabo a rabo no Kindle ou no iPad, aliás, neste, navego, jogo Sudoku, utilizamos para apresentar capas de livros, mas não li nada ainda. Os autores da matéria do blog brasileiro levantaram a hipótese da não “estatisticidade” dos números, válida, não me interessei por checá-los à fundo, mas, pelo menos para leitores de Hemingway, em estudo conduzido pelo Nielsen Norman Group, talvez surjam outros opostos, com apenas 24 pessoas, a velocidade de leitura tem a seguinte ordenação:

    1) livro em papel;
    2) livro no iPad, 6,2% mais lento do que no papel;
    3) livro no Kindle, 10,7% mais lento do que no papel.

    Já em relação à nota dada por produto, ou podendo-se chamar de plataforma, vemos o sex-appeal da Apple (de 1 a 7):
    1) iPad com 5,8
    2) Kindle com 5,7
    3) Livro impresso com 5,6
    4) PC com 3,6

    Talvez a única e óbvia conclusão é de que é muito ruim ler no computador, mas já dava para tal pesquisa ter comparado os mobiles. Mas muito ainda irá mudar, besteira perder tempo com isso, leia, não importa a plataforma, vai te fazer bem…

    O dia não foi de todo mal para um brasileiro: José Serra

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    Pois é, a semana parecia daquelas. Confusão na escolha de vice, pesquisas mostrando ultrapassagem, “aliados” debandando e ainda, imaginar o presidente Lula recebendo, tendo é claro Dilma ao lado, a seleção hexacampeã.

    Pela manhã Datafolha dá empate, mas com ele à frente, 39 x 38, uau, o Índio não é tão pé frio assim. Depois, a história parece não ter querido dar ao presidente mais boleiro que esse país já teve, mais um daqueles momentos nunca antes na história desse país. So resta o Nunca antes na história desse país um presidente lamentou tanto uma eliminação, já estava com todos os improvisos prontos, era a cereja do seu bolo que não veio… Agora voltamos a discutir Serra x Dilma, na verdade, começamos a discutir, sem as desculpas e analgésicos da Copa.

    E os holandeses não eram só esses…

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    Sou fã incondicional do Loredano. Pela manhã esta charge do Estadão parecia brilhante. Agora, depois do jogo, incompleta… Na verdade ele está certo, acima o que os holandeses têm de melhor. O tal do Robben não é nada diante desses, mas mesmo assim, perdemos.