Assunto: Geral



Copa: a dor da eliminação

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Desde as 13 horas o Brasil está mais broxado do que a seleção depois de assistir a Holanda virar o jogo na Copa do Mundo. Acho que foi injusto? Acho, o Brasil poderia ter no campo matado o jogo no primeiro tempo. Mas foi no campo mesmo que não apareceram os líderes. Não vi ninguém gritando e tentando motivar o time, ninguém chamou a responsabilidade para si, chamou o jogo, cuidou de chacoalhar os outros. Tinha líder em campo? Tinha líder no time? Não dá para ser campeão sem saber como reagir. O problema não aconteceu em Port Elizabeth, vem há tempos, foi opção.

Dunga errou? Claro. Fugiu da bagunça do passado e foi num movimento pendular para o outro. Traçou uma estratégia de resultado, abriu mão do futebol bonito e parece ter optado por repetir a escolha do Parreira no tetra sem ter um clone seu em campo ou um artilheiro que chamasse para si a responsabilidade, como fez Romário em 94. Não soube se preparar para tanta pressão, não demonstrou ter criado espírito de família, parecia sim bastante unido ao Jorginho, um auxiliar que de longe parece muito aquele auxiliar yesman.

Ganhar jogando feio, não é bonito, mas vale. Perder jogando feio, daí dói. Insisto, ou as câmeras não pegaram, ou ninguém estava de fato incendiando os companheiros em busca da virada.

Acabo de ver apenas o final de Uruguai x Gana. Suarez o grande herói por jogar vôlei nas horas vagas… Futebol tem dessas coisas, mas nada que não possa ser superado com muito trabalho, dedicação e preparação.

Compro jornal em busca de coisa séria… Não de 3D…

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Caros Otávio Frias Filho e Ricardo Gandour

Gostaria de reforçar minha posição de leitor da Folha há mais de 30 anos e do Estado há mais de 20 anos. Decidi há 20 anos que leria os dois jornais em busca de conteúdo e principalmente de análises mais completas e profundas. Quando quiser me divertir, procurarei outras mídias, nessa, sonho com a qualidade dos textos, a imparcialidade, a opinião que pode me ajudar a formar minha posição.

Ontem recebi a Folha e me irritei com o tal “óculos” 3D, hoje recebo o Estado e o “óculos” vem até mais completo, e não apenas para propagandas. Achei que apenas a Folha era dirigida para adolescentes, e tão somente o caderno Folhateen. Sinceramente isso pode até angariar alguns anunciantes sempre propensos a acreditar que inovar é isso, não tenho dúvidas que várias famílias em breve estarão sentadas diante de um televisor todos de óculos, pode algo mais grotesco? Mas deixo meu depoimento que inovar em jornalismo é ir além na qualidade das matérias, nas denúncias, nas análises. Prefiro saber as sacanagens da Fifa do que ver anúncios e cadernos com óculos azul e vermelho. Parem com isso ou vou ter que mudar minhas fontes de contato com o mundo, eu já vivo em 3D, não vejo mal nenhum em buscar informação em mídias planas…

Não é todo dia que você se descobre dos mais úteis

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Se olhar para as imagens acima e conseguir fazer alguma associação com seu processo de busca por informações na internet, bingo, eu estou garantido. Ouço, leio e converso sobre novos algoritmos de busca, seja do Google, seja dos concorrentes, em teoria, tudo o que precisa ficará a alguns cliques da sua mão.

Mas minha prática tem se mostrado bem distante disso, se o algoritmo e a capacidade de processamento aumentam, aumenta mais ainda a capacidade das pessoas de acrescentarem coisa nesse grande e fascinante lixão digital que é a internet. Há agulhas, sim, há, mas haja palha nesse palheiro. Quem for assinante da Folha ou do uol deve ler artigo do Luli Radfahrer publicado no caderno tec de hoje.

Luli é desses tipos moderninhos no visual, trabalha com internet não é um dinossauro tradicional, se bem que para os teenagers de hoje, acima de 22 já tá quase com o pé na cova. Mas esse se esforça, cavanhaque, óculos tipo eu sou updated, objetos de locomoção exóticos. O artigo o Futuro do grátis traça a trajetória de que o valor passa a ser encontrar alguém para quem pedir SOCORRO! , está muito caro ficar aqui de busca em busca, ou então, perdendo tempo com essas coisinhas legais e engraçadinhas, mas completamente superficiais. Por que a vida de um kidult, geração auto-ajuda é bacana, até o dia em que acorda em busca de algum sentido, daí, ou fez algo, ou começa a correr imediatamente, ou para alguns, tarde, a depressão sem sentido… Eis o link digital, aqui.

Por isso acredito que tenho futuro, porque além do futuro, olho para o passado, porque valorizo o jornal, o livro, o papo, a troca de idéias, algo muito diferente da troca de mensagens. Se não sigo mulher bonita porque sou casado, não vou ficar seguindo engraçadinhos no twitter ou então, filósofos de pouca categoria… Ainda acredito que para ter profundidade é preciso concentração. Não quero fazer tudo ao mesmo tempo e não saber nada.

Para ganhar um livro: É melhor ser empreendedor ou executivo?

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Tá valendo a campanha do Empreendedor ou executivo? Quem nasceu prá que?, primeiro livro do selo Da Boa Prosa. Se quer concorrer a um livro envie um email para contato@virgilia.com.br respondendo a pergunta: O que é melhor, ser executivo ou empreendedor? As 5 melhores respostas serão publicadas aqui no site e receberão o livro. Se você não aguentar e quiser comprar agora nas livrarias, clique aqui para comprar na Cultura, ou aqui, para comprar na Saraiva. Até 20/07 sua criatividade pode ser premiada.

 Por enquanto minha preferida foi: Executivo, porque quando mato trabalho para assistir jogos da Copa, o salário continua o mesmo…

Mas ainda muita frase boa deve chegar. Basta escrever, os selecionados receberão email solicitando o endereço para envio do livro. Participe, divulgue!

Futebol, paixão, negócios e Deus. A Guerra dos Ks, Kaká x Kfouri

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Confesso que já vi mais graça no futebol. Assumo que também deve ser a crise da meia idade, que meu filho supõe chegar para ele aos 36 anos, ilusão dos 13. Mas houve um tempo em que eu achava que era tudo sério, que os jogadores se matavam por seu país, não é bem assim, amigos no que interessa, os 4 anos entre as copas, os jogadores olham os adversários como amigos e colegas de clube, companheiros na preservação da boquinha que atinge alguns bilhões, ainda vai estourar alguma bolha.

Então, por um lado é necessária a paixão, o fervor do torcedor, a disposição de pagar um absurdo pela camisa, pela bola, pela viagem, sei lá por qual forma de conseguirem um dinheiro, sem moralismos, mas também sem se preocupar se aquele apaixonado é capaz de priorizar seus gastos, pouco importa se a vida do torcedor vai bem, é o pacto da alegria, são sorrisos e gritos de alívio caros… Por outro é um negócio administrado teoricamente de maneira correta, efetiva, mas só teoricamente, imagino pressão por todo o lado, no mínimo, negociatas de convocações e escalações e percentuais. Ou seja, algo que há muito já virou big business.

O técnico Dunga é alguém limitado intelectualmente, já falei aqui, fã de Augusto Cury, mas acredito que competente na função, como resultado, prefiro a linha dura de agora do que a moleza do velho lobo… Ele ouviu as ordens de Parreira e foi campeão em 1994, não fiquei assim tão feliz com a incompetência do Baggio ao bater pênalti, mas na estatística, fomos tetra, é um cara pragmático, buscando resultados e a Copa tem suas manhas. Não sei se deixarão o Brasil ganhar, mas espero que o Maracanã não veja outra decepção da seleção, daí só implodindo, e portanto, começo a duvidar de dois títulos seguidos.

E isso também deve pressionar Dunga, incentivá-lo a tratar a imprensa como trata, esquecendo-se que se não estivesse onde está, não apenas não teria jornalistas querendo ouvi-lo, como tampouco faria propagandas e outras benesses. E o estímulo e estilo devem estar influenciando seus comandados.

Kaká hoje partiu para o ataque, não contra os reservas ou titulares no coletivo, não contra os adversários, mas contra Juca Kfouri, um crítico de plantão da instituição, olha o upgrade, CBF. Misturou Deus, e mostrou que é melhor mesmo com a bola nos pés. Concordo com Juca que não se deve ficar fazendo apologias religiosas nos gramados. Acompanho diariamente sua imparcialidade neste assunto e, não escondo de ninguém minha preferência nesse campo, alinho-me com ele, Saramago e alguns outros, mas pergunto aos fãs do futebol por que tantos jogadores se acham merecedores de atenção especial? É só fazer um gol e olhar para os céus, como se os adversários e seus milhões de torcedores fossem menos desprovidos.

Já falei muito, acho uma pena que o futebol tenha se “profissionalizado” tanto, nele, impera o consumismo, “astros ora do senhor, ora são das campanhas publicitárias”, uma pena que a disputa capaz de envolver tanta paixão, deixe-a para trás de tantos interesses e algo tão simples precise de tecnologia na bola, guerras religiosas e tantas outras coisas. Quando eu tinha 15 anos e via a seleção do Telê jogar, era mais fácil acreditar que tudo aquilo se resolvia no campo, comecei ali a desconfiar que Deus não era brasileiro ou, no mínimo, não gostava muito do Toninho Cerezzo… Kaká, relaxa aí, descansa e melhore sua púbis para matar a Espanha na próxima fase, porque eles também são filhos de Deus e querem seu lugar ao sol… Imagine se o tal Maradona é que fosse o técnico do Brasil. Será que nossos ídolos no campo tem que sempre terem um comportamento anódino fora dele?

Tá faltando assunto. Que o Galvão é chato, não discordo, mas a Veja e o twitter também…

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Francamente, que o twitter está repleto de besteiras, não tenho dúvidas, expressão cultural do nosso tempo? Talvez, mas precisa a Veja ficar dando capa para isso? Puro jornalismo oportunista, contrário ao que a revista prega na teoria. Resultado prático? Aumento de salário para o Galvão Bueno… Cala a boca Galvão Bueno, fica tranquilo que isso vai representar mais alguns milhões na conta… Não que eu concorde

Não seria melhor de improviso???

José Saramago contribuiu de maneira decisiva para valorizar a língua portuguesa. De origem humilde, tornou-se autodidata e se projetou como um dos maiores nomes da literatura mundial. Recebeu o Prêmio Camões, distinção máxima conferida a escritores de língua portuguesa, e o Prêmio Nobel de Literatura. Nós, da comunidade lusófona, temos muito orgulho do que o seu talento fez pelo engrandecimento do nosso idioma. Intelectual respeitado em todo o mundo, Saramago nunca esqueceu suas origens, tornando-se militante das causas sociais e da liberdade por toda a vida. Neste momento de dor, quero me solidarizar, em nome dos brasileiros, com toda a nação portuguesa pela perda de seu filho ilustre.

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil”

 Se alguém ainda não sabe para que serve um ghostwriter, eis uma explicação prática. Lula nunca leu uma frase de Saramago, para azar dele…

E o livro faltou… Momento raro

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Poucas relações são mais envoltas por movimentos “sedutórios” que a homem-mulher. Diria que talvez a autor-editor se aproxime dos lances ousados que visam unir um macho a uma fêmea. Fui ontem assistir a uma palestra do Henrique Szklo, num congresso da ABD em São Paulo: Pedrão e os neurônios virgens. Carneiro, como é conhecido o rapaz, apelido que o tempo a cada ano torna mais ininteligível, foi meu autor na Negócio Editora, Só porque criou o mundo pensa que é Deus, segunda tentativa, me assediou bastante e voltaremos agora, num livro sobre criatividade.

Palestras dos sonhos para qualquer homem separado, umas 750 mulheres ouvindo, Carneiro manteve-se fiel e profissionalmente no script, ao final, ainda está sem editora, aquela era uma cerimônia de compromisso que estávamos celebrando, montou a tradicional banquinha de livros e quase o caos… Não tinha troco e nem livros, o sucesso das palestras tratou de esgotar a banca do autor que terá que orgulhosamente voltar hoje para vender e autografar alguns livros. História rara, como digo, já fiz muita companhia para autor em eventos, daqueles onde se programa dar apenas a passada oficial e sair, mas ter que ficar lá como padrinho da criança… O Carneiro é um dos grandes humoristas desse país ainda não celebrado, dá uma olhada no site dele www.operabufa.uol.com.br ou www.academiadacriatividade.com.br .

Se este post deixou você também com uma enorme vontade de comprar os livros, ele estará lá na Ancham, entre 14 e 16 hs de hoje autografando e quase prestando uma homenagem a Plínio Marcos…

A rebelião dos eucaliptos…

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Depois de ler a coluna da Mônica Bergamo na Folha de hoje fui abordado por vários passarinhos, cansados da distante viagem das reservas florestais brasileiras, relatando a enorme rebelião que acomete as árvores. A confusão parece estar instalada, são poucas as rebeldes que querem ser transformadas em papel para a biografia de Geisy Arruda. As mais velhas não se conformam com o assanhamento e falta de moral das representantes da geração celebridades. Fala sério, triste fim para essas árvores. Na minha biblioteca é que isso não vai entrar…

Cada um tem o guru que merece. Mesmo assim vou torcer pelo Brasil…

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Confesso que invejo muitas coisas do Dunga. Queria ter seu salário, sua capacidade de mexer com as pessoas, o poder de sua posição. Mas acreditem, não queria ter seu corte de cabelo, seu senso estético, sua lista de convocados e muito menos suas pretensões intelectuais. Acabo de ler no Publishnews, um informativo do setor, que o Fantástico do último domingo fez uma matéria com o Augusto Cury sobre o Dunga, sobre o trabalho que os dois fizeram juntos.

Isso me obriga a pensar que o futebol, capaz de mobilizar e parar um país, agora há 15 minutos do início da partida, só ouço as vuvuzelas tupiniquins, melhor, vários países, ainda é um esporte do pé. Menção honrosa seja feita ao técnico José Mourinho que costuma ler e citar coisa muito melhor…

Mas apesar disso, vou torcer pelo Brasil, esperançoso que os talentos individuais, usem sim um pouco da aplicação defendida pelo Dunga, necessária, mas libertem-se de todas as amarras ranhetas e burocráticas, causadas pela insegurança do técnico, ou talvez, porque assimilou totalmente os conceitos de auto-ajuda nos quais gasta seu tempo livre ou estratégico, com. Curys, Shiniashikys e outros gurus sempre fazem sucesso com os técnicos, pena que na verdade, não façam nada com as equipes, mesmo sabendo que a maioria delas é passível de um belo discurso emocional religioso. Que Deus nos ajude, afinal, não é brasileiro????

iAds, mas pode chamar de Aids???

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O iPhone 4 foi apresentado ontem para a comunidade de desenvolvedores de aplicativos, pessoas que pagam para ir até San Francisco ouvir Jobs, sentir-se especiais e poder sair na frente no desenvolvimento de aplicativos.Enquanto Jobs apresentava uma das principais novidades do novo aparelho e a intenção de abocanhar um belo naco do mercado de anúncios mobile, eu fazia aqui um pequeno protesto contra a disposição puritana de Jobs de proibir ou dificultar a pornografia nos aparelhos. Insisto, não estou aqui defendendo, mas sim criticando essa questão de falsa moral. Já me emocionei com vários comerciais, dentro de um limite, quase sempre ultrapassado, a considero como um fenômeno cultural, uma forma de expressão da sociedade, mas apesar de entender a força de sua propulsão em vários setores da economia, também reconheço sua culpa na formatação do atual estágio de eterno vazio e descontentamento em que chegamos, correndo o risco da brincadeira infame, o iAds, para quem fala português é muito próximo de Aids, e os dois são transmitidos por um vírus e podem causar danos pesados. Jobs quer 50% dessa grana, sempre pensa grande, é mais generoso do que a média dos capitães da “indústria”, só do que a média, alguns sequer conseguem se imaginar ficando com um percentual menor (Jobs está propondo 40% para a Apple, 60% para os desenvolvedores), se entregou para o fascínio da publicidade, mas ainda dá uma de durão diante de assuntos mais morais…Neste novo passo também quebrou a exclusividade com o Google como ferramenta de busca, incluiu a opção do Bing e do Yahoo. Parece que os dois bichos papões do futuro serão Apple e Google, duas empresas que já foram ou ainda são sinônimo de transado, de cool, vamos ver se elas também aguentam ficar em tal posição ou se ser queridinho tem um limite, no mínimo a necessidade de alguém tão ou mais poderoso que você.

É melhor pegar o que o Jobs tem de bom e fazê-lo reconsiderar as besteiras

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As fotos acima aparecem no blog da Virgília e em vários lugares. Não estou com elas defendendo a pornografia. Mas confesso que já tive dias melhores com o Steve Jobs. Nunca tive um computador Apple mas mesmo assim fui um fã do fundador da Apple pela sua atitude. Na verdade, assumi minha admiração quando li uma entrevista onde respondia que a única coisa que se arrependia de verdade na vida era não ter tirado uma garota de quem gostava para dançar no final da adolescência. Uma pessoa tendo feito o que fez, responder isso, me pareceu algo mais interessante do que o brucutu/tecnólogo mas metido a entender de design que muitas vezes é.

Mas ficar fazendo campanha e buscando formas de proibir a “pornografia” no iPad é demais. A tela do iPad é perfeita para ver a foto da Carla Bruni, ou então, aumentando a profundidade, por que não ver o trabalho mais ousado de Mônica Bellucci, seja posando sozinha, seja acompanhada de Sophi Marceau? Isso é uma das piores coisas dos americanos, tem uma dificuldade em assumir em público sua “podridão”, insisto que admirar essas fotos não deve condenar ninguém à cadeira de um psicanalista, mas quando se começa de guardião da moral e dos bons costumes, geralmente tenta-se disfarçar coisa pior.

Steve, vai se preocupar com outra coisa e deixa a moçada fazer o que quiser! Esqueci o nome daquele político americano retratado no filme Milk, o que era tremendamente contra o homossexualismo e depois preferiu se matar a assumir. Aliás, grandes moralistas morrem não pela boca, mas pelo desejo, e o desejo é algo que aumenta, quando represado …

Parece que a febre também havia alcançado o concorrente Bezos, li um email de um editor que disse não se sentir à vontade para publicar Henry Miller tamanha a “caretice” das regras para os livros no Kindle.

Ainda não li nenhum livro no meu iPad, estou começando a olhar os jornais gringos com certo hábito e ainda mato um tempo no Sudoku, mas quero que seja livre para fazer o que eu quiser, não o que o Jobs acha certo.

Nova Folha de S. Paulo

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A Folha mudou enquanto eu estava viajando, não vi nada. Mas na volta, vi tudo, continuei com minha mania de ler os jornais da minha ausência, foram quase duas semanas, uma pilha considerável que me tomou uma boa parte do feriado.

Confesso que ainda estou me estranhando com a Folha, o tipo utilizado para notícias me parece um tanto exagerado, agride os olhos e dá um ar antigo. Mas o que mais me incomodou mesmo foi uma das peças da campanha O jornal do futuro.  A campanha impressa muda apenas a imagem do leitor, há o jornal, e algumas telas, mostrando todas as possíveis formas de se ler o jornal. Mas eu confesso que não faria a seguinte chamada: O jornal do futuro é aquele que em menos tempo se lê. E que mais tempo se comenta.

Acho uma aposta contra a leitura. Se quem vive dela prega a sua diminuição, quem vai pregar manutenção ou até mesmo aumento. Se o Steve Jobs, não um ferrenho amante da leitura, anda preocupado com a transformação das notícias numa imensa blogosfera, porque a Folha faz essa graça? O jornal continua plural, também é claro que protesto contra a manutenção do José Sarney, uma visão de passado, não de futuro.

AeroMéxico, mas pode chamar de empresa de busão…

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Não gosto muito da idéia de utilizar este blog para criticar a incompetência alheia, passei um tempo brigando com José Sarney, mas agora é inevitável não criticar a AeroMexico. A parte do vôo de NY ao México atrasou mais de uma hora e cheguei há 7 minutos do horário da partida do vôo para São Paulo. Ninguém deu nenhum apoio em terra, como se eu, um cliente, não fosse problema deles, na verdade a solução para o faturamento e margens, mas a porta havia fechado, sem é claro ninguém dar assistência aos passageiros que não queriam entrar no México, apenas ir para a sala de conexão.

Além do mais, por enquanto, digo por enquanto, porque pretendo brigar com eles, não se responsabilizaram por nada, disseram que a culpa é do tráfego aéreo de Nova York. Então, se não me reembolsarem, vou brigar para que não possam mais vender passagens nesta rota.

Quem já ficou um dia a mais de viagem sabe o quanto é ruim, mas fica muito pior quando as pessoas que estão servindo o cliente não olham na cara dele e são mais parados e inertes do que uma pedra… Não pretendo voar AeroMexico nunca mais, mas pretendo que quem passar por este post faça o mesmo. A incompetência tem que ser punida! Nossa experiência semana anterior no país havia sido das melhores, uma empresa, ligada ao turismo, deveria sentir-se mais responsável pelos turistas.

O inimigo sempre pode estar perto: resenhas de livros

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Em tempos de participação ativa de todos na vida de todos, os consumidores viraram também formadores de opinião, e aí é claro, existem alguns riscos, às vezes, muitos. O The Guardian falou sobre resenhas anônimas. Dá o exemplo de uma esposa que acaba entrando nos livros dos “rivais” do marido e faz severas críticas anônimas. Se quiser checar se essa esposa é mais dedicada do que a sua, clique aqui.

Só não dá para reclamar, ninguém pagou por isso mesmo. Ainda chegaremos no ponto onde a ilusão do grátis e perfeito vai ficar claro que não é inerente ao sistema. Ou então, quando as pessoas aprenderão como fazer para peneirar o joio do trigo, geralmente isso leva tempo, geralmente, pessoas preferem pagar por isso…

A fantasia na terra da fantasia: Disney invade Brasília

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Não, você não está enxergando errado, é o pato Donalds no desfile de comemoração de 50 anos de Brasília. Triste o povo que celebra sua capital com personagens de desenhos animados. Mais triste é o povo que não pode distinguir a fantasia da fantasia, o personagem do personagem.

Se tivéssemos o mínimo de consistência cultural, diria-se não ao “oferecimento” da Nestlé e se dispensaria tal parada. Nosso mestre, verdade seja dita, combatente da ditadura e dos militares, apesar de namorar com ditadores, prefere ter também personagens de desenho animado e mundo da fantasia, não apenas nos prédios públicos, mas também nas ruas. Verdadeiramente poderá dizer que “nunca antes na história deste país” os patos, patetas e tantos outros personagens desfilaram no aniversário da capital. Aliás, isso é que é novo governador, nem bem eleito e já dá sinais da extensão da obra.

Parece país da piada pronta. Nem Nova York comemora seus aniversários assim, prefere que os personagens fiquem restritos aos parques. Mas a metáfora é possível ser levada adiante, tal lá como aqui, paga-se para entrar no parque de diversões e assistir a tal desfile. A vantagem é que lá é mais transparente, aqui, nem sempre é possível entender…

Capital erótico: algo a ser considerado?

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Não fosse a fonte da discussão, a revista britânica Prospect, tão séria, a comprovação da seriedade é a tiragem de 30.000 exemplares, eu poderia ser acusado de machista ou preconceituoso, alguns poderiam até me acusar de reacionário, mas vi tal artigo no portal uol e por simpatia à fonte, dei uma checada.

No fundo, bate com o que eu já desconfiava, sim existe o que a socióloga Catherine Hakim denominou de capital erótico. E ela também tem suas credenciais, ensina na London School of Economics. O que é o tal capital erótico? É a vantagem que pessoas com mais predisposição a atrair outras no campo pessoal, levam, mais aí, no campo profissional.

O exemplo da matéria é o casal Obama e o casal Sarkozy. Mas eu acrescentaria a “insossa”, para os meus critérios, Sarah Palin, a mulher já faturou 12 milhões de dólares depois que deixou o governo do Alasca entre direitos autorais da sua biografia e palestras. Não me consta que tenha feito tamanha revolução nas geleiras quando governadora. É o não o tal capital erótico?

O artigo indica que pessoas com o tal capital ganham mais do que as que não o possuem e chega até mesmo a comparar a equivalência dele com um diploma universitário. Não adianta as bicho-grilos sem sal lá da USP reclamar, tendem a perder algumas posições para mulheres que não dedicam tanta atenção a essa parte da formação.

O mesmo é válido para homens? Sim, mas, de acordo com a socióloga e suas pesquisas, as mulheres se beneficiam mais da estratégia. Há tempos o tal capital intelectual foi trocado por outros modismos no mundo dos negócios, é claro que é importante, mas será que daqui a pouco teremos livros sobre esse capital erótico? Ouso dizer que não, o mundo está muito politicamente correto para tratar dessas verdades de forma não velada…

Leituras privadas, livros públicos

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Sou totalmente contrário à visões preconceituosas, não é porque você pega uma pessoa lendo um desses livros acima que poderá classificá-la de acordo com um critério que vai da inteligência à cultura. Alguém lendo A cabana em público pode ser simplesmente um curioso corajoso querendo entender o que tanto gente vê nesse fenômeno que já extrapolou o bom senso há muito, não que seja difícil entender. Bem como alguém lendo Crime e castigo em público pode ser apenas para fazer um tipo intelectual, alguém mais denso, com uma relação profunda com a vida.

Por isso, baixemos os preconceitos, mas só num primeiro momento. Quem leu Crime e castigo até o final é muito diferente de quem leu A cabana, só como ponto de partida. Então, já está na hora de deixar o preconceito de não analisar e analisar sim as pessoas pelos livros que elas lêem. Quem me convidar para sua casa ou escritório, saiba que uma das primeiras coisas que faço é avaliar os livros nas estantes, se não os têm, indicativo melhor impossível. Aliás, ainda me pergunto se é melhor não ter ou ter o que vejo algumas pessoas com? Sempre acredito que livro é como vinho, para chegar num complexo Malbec, foi necessário começar com raso Liebfraulmilch, que precisou do empurrão da garrafa azul, talvez, para chegar em livros de verdade, alguns precisem gostar por um tempo de Paulos Coelhos, Williams Youngs e Dans Browns (melhor parar porque a lista é longa)….

Marcelo Coelho fala um pouco sobre isso em sua coluna na Folha de hoje, cujo título plagiei no deste post, concordo com ele, é um problema do kindle e outros e-readers impedirem a automática avaliação, o que lamento, mas só não concordo com ele que estamos caminhando para o tal desaparecimento da vida em comum, aliás, concordo na essência, o que acho é que as pessoas não vão perceber o quão isoladas estão, relacionando-se de maneira tão fútil e superficial. Entende, faço tudo e não faço nada. Tenho centenas ou milhares de “amigos” e não tenho amigo sequer para lotar uma cabana…