Assunto: Lançamentos



Grandes empresários ainda querem negociar…

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Empresários de várias gerações estiveram prestigiando Renato Ochman no noite de autógrafos do Vivendo a negociação na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim na última quinta. O mais sênior foi o Abraham Kasinsky, fundador da Cofap e hoje na ativa em sua empresa de motocicletas. Um dos mais jovens, Zeco Auriemo da JHSF, empreendedora do Shopping. Andre Brett representou a corrente da moda, e Pedro Grendene com sua mulher Tânia Bulhões, os calçados e os aromas. Mas esse não é um blog de fotos ou coluna social, se fosse, não faltaria material. Vários setores estiveram representados, mostrando o prestígio do autor e o reconhecimento da sua capacidade e conhecimento quando o assunto é negociação.

Como diz uma das frases do Quem disse o quê? no final do livro: Fazer bons negócios é ver primeiro. Vai deixar passar? Sim, sei que sou suspeito, mas se fosse você, daria no mínimo uma verificada na livraria, daí decida.

Para amigos ou caçadores de autógrafos!

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Para quem é amigo do Renato Ochman, está precisando dar uma polida nas habilidades negociais ou então ver uma belíssima livraria, é só aparecer a partir das 19hs de hoje na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim em São Paulo e pegar o seu autógrafo no exemplar de Vivendo a negociação, da Virgília/Saraiva, é claro. Vale pelo livro, vale pelo visual.

Vivendo a negociação - novo livro da Virgília nas livrarias

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Se você quer aprender ou rever seus conceitos e estratégias de negociação a Virgília acaba de lançar um livro que pode e muito contribuir para isso: Vivendo a negociação - Estratégias, técnicas negociais e jurídicas e modelos de contrato para fechar o melhor negócio.

O advogado Renato Ochman é um especialista em negociações, acostumado a estar dos dois lados de negociação de venda e compra de empresas, de ações, ativos ou direitos, Renato coloca no livro não só toda a teoria e prática que utiliza no seu dia-a-dia, como também as principais minutas de contratos utilizadas. Se essas minutas não servem para como o seu advogado na negociação, com certeza auxiliam você a entender melhor todos os passos técnicos que muitas vezes podem o deixar na defensiva. As minutas servem para que você discuta mais abertamente com o seu advogado ou conselheiro na próxima negociação, seja ela de algo pessoal, seja a mais importante delas na sua empresa.

Dê uma conferida nos detalhes do livro aqui no site. Se preferir comprar diretamente, tem a opção da Cultura e da Saraiva.

 Comprar na Livraria Cultura

 Comprar na Livraria Saraiva

Menu do livro no site da Virgília

Deus, cozinha, voluntariado e auto-estima - lançamento dia 14/4

 Esse blog é ateu, não conhece o Augusto Cury mas tem muito contra os seus livros, acha-os apelativos e de uma auto-ajuda pobre, portanto acredita que a igreja e os responsáveis deveriam escolher uma frase de outra pessoa, mas mesmo assim apóia a divulgação do lançamento deste livro.

Sou amigo de um dos idealizadores, sim, tenho um amigo frei, há mais de 30 anos, não sou sectário, convivemos bem e sei que é da parte boa da igreja, mas essas são minhas opiniões, o que vale é o trabalho, vamos a ele.

Vários chefes ou donos de restaurantes importantes de São Paulo, Ana Luiza Trajano, Benê, Carlos Ribeiro, Dijanira Trindade, Ida Maria Frank, Lucia Veloso, Paulo Pereira e Rodrigo Oliveira utilizaram do seu tempo para investir na formação de poucos moradores de rua, sim, nem todos os desabrigados daquela comunidade toparam participar, mas o projeto chegou ao fim e deve ter uma história bem contada. Fica o convite.

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Espelho LVI

Ser humano é ter vaidade suficiente para acreditar que todos acreditarão que uma grande história só contém bons exemplos…

Humor de primeira qualidade - Agamenon: Collor e Justus

A coluna do Agamenon de hoje em O Globo tem uma “coluna” imperdível. Falando em protestos, já o fiz contra o tal arcebispo e agora o faço contra o novo presidente de comissão do PAC no Senado, Fernando Collor de Mello, ou como diz o Agamenon, Cheirando Collon de Melo, ou então Ferrando Cólon ou ainda Fernando Technicollor de Mello, mas o melhor foi a foto, não é nenhuma dos tempos de exposição máximo do ex-presidente, é de um cover de estilo arrumadinho, o publicitário, mega-star, cantor e topetudo, Roberto Justus.

Abaixo só tem o texto, mas imagine a figura do Justus sobre ele, não é uma combinação perfeita?

Figuraça da semana
Fernando Technicollor de Mello

Atleta desde jovem em Alagoas, Cheirando Collón de Mello praticava o karatê boliviano e mais tarde foi campeão de supositório à distância (ou seria profundidade?). Durante a longa noite da ditadura, o ex-presidente exerceu grande atividade noturna em Brasília: foi precursor dos pitboys e seu passatempo era dilapidar a fortuna de sua família e várias boates, não necessariamente nesta ordem. Foi eleito presidente mas, devido às falcatruas de seu personal careca PC Farias, acabou indo pro paredão e foi eliminado no Big Brother Brasília. Curtiu um sofrido exílio em Miami, onde aprendeu a falar a língua local, o portunhol, com fluência. Depois de se separar de Rosane Collor, a Primeira Loura da República, a vida de Fernando Dollar mudou radicalmente: jura que parou de beber uísque Logan’s e usar substâncias “tóchicas”. Só não conseguiu parar de mentir. Agora que está de volta ao poder (poder com PH), Ferrando Cólon pretende mobilizar o país com mais uma campanha demagógica e populista: prometeu acabar com os marajás na novela “Comi o das Índias”.

Plano B - o design como alternativa para para este mundo

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O oitavo livro da Virgília começa a ir para as livrarias. Quem se interessa por design ou então pelas questões que envolvem a vida com todas suas implicações nesse mundo complexo deveria dar uma checada.

O autor, John Thackara, tem sólida experiência em design, para a curadora do MOMA, Paola Antonelli, “Thackara tem um sistema digestivo invejável”, para ela, ele é capaz de pegar os mais diversos fatos e tendências de diferentes locais, processá-los e resumi-los… São 14 capítulos explicando algumas transformações e complexidades que impactam nossas vidas e como o design pode ajudar. Mas não é um livro apenas para designer, é para leitores preocupados em ter uma relação mais consciente e efetiva com o entorno. Para a sua vida profissional, ou então, para a sua vida pessoal. Thackara irá colaborar com esse blog nas próximas semanas, em inglês, globalizado como este mundo já está.

Veja os detalhes aí à esquerda, em Livros, ou então clique aqui: Plano B detalhes

Compareça à noite de autógrafos da Virgília!

 Dia 25/11 das 19 às 22 hs no Escritório de Arte James Lisboa, Rua Melo Alves, 397. Jardins, São Paulo.

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O mundo do livro está menor? Feira de Frankfurt

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Estive 4 anos ausente dos outubros na monótona Frankfurt, a maior feira de livros do mundo. Retornei este ano, muito mais como uma indicação interna de que os livros voltaram a ser o meu mundo, do que para ir de uma reunião à outra, temeroso de estar deixando passar um grande best-seller pela sua mão.

A feira me pareceu menor, alguns pavilhões nem foram abertos, pelo que li aqui, não é algo em detrimento do ano passado, deve vir sofrendo aos poucos. Anda-se muito, vê-se todo o tipo de livro, fica-se muito cansado, os hotéis são um roubo, as pessoas não muitos hospitaleiras, mas gostei de ter voltado. O país homenageado este ano foi a Turquia que mostrou uma tradição muito grande na encadernação e na criação de papéis manuais.

Estou pondo pressão no tico, no teco e na turma toda, como diz o slogan da Virgília, para aproveitar ao máximo e de uma nova forma, tudo o que vi aqui. Amanhã e domingo é aberto ao público, quem estiver passando por Frankfurt, vale a visita…

Sétimo livro da Virgília vai esta semana para as livrarias

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Quem quiser saber sobre empresas familiares deve comprar este lançamento da Virgília, Acontece nas melhores famílias.  Desta vez sou mais do que suspeito, além de editor, fui o co-organizador e também escrevi um dos capítulos: Lições de Machado de Assis e Milton Hatoum para famílias empresárias. A noite de autógrafos será em novembro, depois darei detalhes.

Veja só o time de co-autores: Andrei Lopez Bordin, Antonio Carlos Bordin, Antonio Carlos Vidigal, Édio de Almeida Passos, Ivan Lansberg, José Paschoal Rossetti, Kelin Gersick, Lélio Lauretti, Leonardo Viegas, Lucy Souza, Luiz Wever, Luiza Rangel de Moraes, Marcelo Melo, Matheus Mason Adorno, Modesto Carvalhosa, Paulo Henrique Lucon, Paulo Lucena de Menezes, Priscila M. P. Corrêa da Fonseca, Renata Bernhoeft, René Werner, Roberta Nioac Prado, Stephen Kanitz e Wágner Teixeira.

Outro comentário importante, a edição está linda. Os principais assuntos de interesse de empresários, executivos e interessados em empresa familiar estão ali.

Novo livro da Virgília, quem quer saber sobre criatividade não pode perder

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O inglês Andrew Smith se apaixonou pelo Brasil, viveu em vários países, 9 para ser exato e resolveu ficar por aqui, ter um filho brasileiro. Seu filho Kauê nasceu praticamente junto com seu novo livro: Jeito brasileiro. Neste livro, 39 das mentes mais interessantes do Brasil falam sobre criatividade. É ator, cientista, jogador de futebol, carnavalesco, publicitário, músico, pintor, esportista, escritor, decorador, chef, desenhista, diretor de cinema, designer, falando  o quê pensam sobre criatividade e como se relacionam com ela. Para quem é curioso, leitura fundamental, modéstia à parte!

Bienal do Livro. Lugar para que?

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Acabo de voltar de minha segunda ida a Bienal. Desta vez a pedidos do meu filho de 11 anos. Tinha ido no primeiro dia, hoje cheguei às 20 hs e saí às 21:50, 10 minutos antes do horário oficial, mas já com vários estandes “lacrados”.

Vale a pena ir até lá? Estou me questionando. Da primeira vez parei o carro longe, hoje bem mais perto, 20 reais de estacionamento, não pago para entrar, e lá muitos estandes que não demonstram nem um pouco gostar de livros. Exemplos? No estande de um sebo perguntei por livros do Philip Roth, o atendente percebeu que era literatura estrangeira, desconfiava que não tinha mas me pediu para checar na letra F. No de uma grande editora, perguntei qual daqueles era o último livro do Dalton Trevisan e duas atendentes não sabiam, pior, sequer sabiam consultar a página de créditos e concluir que o de 2008 era o mais novo. Poderia citar vários outros exemplos. Ok, as pessoas são temporárias, mas não demonstram interesse em se envolver com os livros ali expostos.

E o pior, se estiver bem humorado pode até ser engraçado, é que se você for condescendente e cruzar o olhar com os vendedores de revista ou de barça, vai ter que ouvir um malho. Até admito que é admirável nos dias de hoje se tentar vender a enciclopédia Barsa por alguns milhares de reais, o esforçado vendedor tentou umas cinco abordagens, dei corda. Daí me lembrei que gosto mesmo é de livros, numa boa livraria estaria melhor atendido, pelo menos lá ninguém tenta me empurrar a Barsa, mas infelizmente também as pessoas sabem pouco, já reclamei aqui. Para que serve a Bienal então? Talvez formação cultural, não é pouco…

5o. livro da Virgília começa a chegar às livrarias!

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Se você tem ou trabalha numa empresa que precisa crescer é bom dar uma olhadinha no novo livro da Virgília.

Fábrica de Idéias, banco de oportunidades, Como desenvolver negócios por meio da captação, seleção e gerenciamento de oportunidades, foi escrito pelo Wanderlei Passarella, ex-presidente da Petroflex e hoje presidente da GPC Química, e conta com a participação de outros colegas da equipe da Petroflex para mostrar ao leitor como planejar e buscar um crescimento sustentado.

Em épocas de dúvida se a economia continua aquecida ou entra em ressaca, é bom cuidar das suas metas. Um bom aliado.

4o. livro da Virgília já está nas livrarias! Miguel Abuhab - Um Homem que não pára!

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Esse é para quem gosta de boas histórias de negócios, sim elas existem, concordo que são poucas.

A trajetória de Miguel Abuhab mostra como a determinação supera muitas outras qualidades na consecução de objetivos. De família bastante humilde, onde as mulheres foram sacrificadas em mais ajudar na casa do que poder estudar, os Abuhabs bem formaram os seus 4 filhos homens, 2 deles estudaram no ITA. Miguel foi um deles. Não embarcou nos empregos da moda, não ficou trabalhando em São Paulo, mudou-se para Joinville e foi trabalhar na Consul, ainda uma pequena empresa.

Lá virou o gênio vindo do ITA, ganhou a confiança do dono, informatizou os processos, vencendo grandes resistências internas. A empresa foi vendida e os americanos não o promoveram, não teve dúvidas, pediu demissão. No dia seguinte começou, ainda sem ter certeza do que estava montando, a criar a Datasul. De empresa de consultoria cresceu e se transformou num dos principais players de informática do Brasil. Foi quem mais sofreu o ataque dos gigantes multinacionais que aqui chegaram. De repente o continuo crescimento quase se transformou numa profunda quebra.

Soube buscar fundos de investimento, e mesmo com o dinheiro novo percebeu que a situação não estava resolvida. Ousou, mudou o modelo de negócios e peitou tradições e interpretações trabalhistas. Venceu todas, a Datasul voltou a crescer e em 2006 abriu seu capital. Miguel se acomodou? Não, continua ativa na Datasul, acelerando mais do que nunca na Neogrid e querendo mostrar ao mundo o que enxerga de tão fascinante na Teoria das Restrições. Se você está em busca de uma história de empreendedor, de ver na prática altos e baixos e reviravoltas, eis uma bela leitura.

Espelho XXVI

Ser humano é ser tentado a criar uma nova vida mas temer que o risco não valha, é querer mudar se a garantia da evolução tiver assegurada. Antes o conhecido sem tempero, do que o novo amargo.

Desculpe São Paulo! Memórias do Brasil grande pára os Jardins

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É com um misto de pesar e prazer que a Editora Virgília informa que o lançamento de seu livro, Memórias do Brasil Grande, do Wilson Quintella, parou o trânsito nos Jardins ontem em São Paulo. Por volta das 20:30 quem queria chegar no Baretto, no hotel Fasano tinha que enfrentar alguns minutos de congestionamento desde a Oscar Freire. Entre amigos, familiares, autoridade e leitores, foram vendidos 365 exemplares. Sucesso grande! Procure nas boas livrarias. Se não achar, reclame!

Virgília lança o seu terceiro livro - Memórias do Brasil grande, veja o que o escritor Thales Guaracy diz a respeito.

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Grandes obras, grandes homens Por Thales Guaracy

Você provavelmente nunca ouviu falar de Wilson Quintella, embora ele esteja presente no seu dia a dia. Toda vez que você acende a luz de sua casa, ali está, de certa forma, o doutor Quintella. Quando passa pela ponte Rio Niterói, pela Dutra, pela Castelo Branco e outras importantes rodovias do país, deve algo a Wilson Quintella. Cada vez que pousa no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, no Aeroporto Tom Jobim, no Rio, em Manaus, em Goiânia e outros tantos lugares, ele também está lá.

Não é à toa que você não conhece Wilson Quintella. Eu mesmo pouco sabia a seu respeito, até ser convidado para ajudá-lo a terminar seu livro de memórias, que está sendo publicado agora pela editora Virgília, em associação com a Saraiva (“Memórias do Brasil Grande”, título que eu me orgulho de ter sugerido). Advogado de formação, ele trabalhou por 35 anos no grupo Camargo Correa, começando de baixo, até se tornar o presidente da empresa e braço direito do legendário Sebastião Camargo.

E, como se sabe, o doutor Camargo e seus homens de confiança sempre primaram pelo trabalho silencioso, longe dos holofotes – uma discrição considerada essencial para o sucesso de seu negócio, que ajudou a levar a Camargo Corrêa a ser a maior empreiteira do mundo, e o doutor Camargo a se tornar, com seu velho cachimbo e olhos de chinês, o primeiro bilionário do Brasil, tendo saído praticamente do nada.

O que eu descobri? Que Wilson Quintella é figura essencial para conhecer a história das grandes obras que permitiram ao Brasil um salto econômico do qual hoje ainda dependemos. Na Camargo Corrêa, o doutor Quintella teve participação decisiva na construção das grandes hidrelétricas, como Itaipu e Tucuruí. Da Transamazônica. Dos grandes aeroportos. Das nossas ferrovias e do metrô paulistano, em sua fase pioneira. Além de outras obras essenciais para a vida contemporânea, tantas que não cabem neste parágrafo. Em seus empreendimentos particulares, ele acabou sendo uma figura fundamental no atual boom das exportações de soja e tornou-se um inovador até mesmo na criação de cavalos e de gado.

Descobri mais, que Wilson Quintella é uma figura essencial para compreender as políticas desenvolvimentistas no Brasil desde Juscelino Kubitschek. Homem que privou da amizade de presidentes da República, ministros, governadores, empresários e figuras anônimas cujo papel ele procura resgatar em suas memórias, conheceu os bastidores da política e da economia de ponto de vista mais que privilegiado: como participante direto. E ajudou a influenciar de forma decisiva a economia brasileira ao longo dos últimos 50 anos. Esteve por trás de grandes eventos nacionais, de empreendedores e homens que faziam funcionar a máquina do governo.

Essa é a maior qualidade do doutor Wilson: sem ser engenheiro, conduziu a maior empreteira do Brasil e do mundo, ao lado de Sebastião Camargo, com a receita de que os negócios, as obras e um país são feitos com os homens, e não com os números. Por isso, diferente de um tratado seco de negócios, administração ou engenharia, suas Memórias são uma deliciosa, instrutiva e importante coleção de histórias sobre os personagens que fizeram a história recente do Brasil, onde aparece gente como Adhemar de Barros, Fernando Henrique, Jânio Quadros, presidentes e superministros militares, Jango Goulart, JK e empresários de igual importância.

Estas Memórias são sobre gestos magníficos, bobagens monumentais, empreendimentos inacreditáveis. É um livro sobre covardia e coragem. Sobre grandes homens, desde o mais humilde, capaz de arriscar a vida numa obra, até estadistas ainda hoje pouco compreendidos, sobre os quais doutor Wilson ajuda a lançar luz. E que tinham a preciosa qualidade de não se levarem tão a sério quanto estes nossos governantes contemporâneos.

Para quem tem uma empresa, a leitura de Memórias do Brasil Grande é fundamental. O livro relata em detalhes como foi construída a maior empresa privada do país, seus valores e procedimentos. Num ramo que sempre foi tocado em ambiente fechado, as memórias do doutor Wilson funcionam como a abertura de uma velha caixa preta. Ele conta as idéias, o método de trabalho e as malandragens do doutor Camargo, nem sempre disposto a seguir o mandavam os livrinhos.

Dá uma boa idéia de como funcionavam as relações entre as grandes empreiteiras e os governos, sempre um mistério para a opinião pública, dando margem a suspeitas de grandes negócios ilícitos. (Minha conclusão? Bem, nesse departamento, era um tempo de inocência, se comparado com o que vemos hoje).

Ainda mais importante, o livro do doutor Wilson nos aponta como se pode fazer um país grande, que pensa grande e age grande. Capaz de olhar para o futuro e prepará-lo. Descortina as condições necessárias para um crescimento extraordinário. E sai do forno justo num momento em que se pede uma nova onda de crescimento para atender aos imensos desafios do Brasil de hoje. Daí, sua importância imediata.

As memórias do doutor Wilson têm uma pitada da melancolia dos mais velhos, à qual ele tem direito, chegado na casa dos seus 80 anos. Por vezes, nos dá aquela sensação de que estamos num momento em que não se fabricam mais homens como aqueles, nem se reproduz o seu tipo de conduta, que ainda deveria ser um exemplo. Ao mesmo tempo, nos mostra como esses grandes homens podiam ser também tão humanos e cheios de fraquezas, movidos muitas vezes por amor ao dinheiro, mas em outras por desinteressado patriotismo ou pela mais genuína vontade de fazer.

Surpresa, o livro do doutor Wilson traz ainda muito humor, um humor peculiar, um tanto britânico, à moda dos antigos cavalheiros, que ele dividia com o próprio Sebastião Camargo. Uma fina ironia de quem sabe rir de si mesmo e tratar como se não fosse nada os desafios dignos de um faraó que eles enfrentavam. É como ele mesmo diz: “Nós fazíamos as coisas porque não tínhamos idéia dos problemas e dos riscos, porque se tivéssemos, jamais entraríamos naquilo”.

Ao revelar como alguns homens fizeram o Brasil ser realmente grande, doutor Wilson nos dá a certeza de que podemos ser ainda mais. É uma iluminação, uma inspiração, e uma diversão. Pode ser que você desconfie do que estou escrevendo, ou da minha capacidade de isenção, porque depois de alguns meses de convivência, e de trabalho árduo, ao qual o doutor Wilson continua acostumado, acabei me tornando seu sincero amigo e profundo admirador. Tenho certeza, porém, de que com a leitura de Memórias do Brasil Grande ele dificilmente deixará também de conquistá-lo.

Visite os sites do Thales Guaracy.
O do escritor: http://www.thalesguaracy.com.br/
e o do resenhista: http://www.pensomasexisto.blogspot.com/

Para quem tem, já teve ou caminha para os 40 anos!

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Se você está nos quarenta, se aproxima, está distante mas já pensa no futuro, passou por pouco e quer reavaliar, passou por muito e precisa rever, não deixe de ler o novo livro da Virgília: Tempo a favor, o que você vai ser, ter ou parecer após os 40? O consultor Renato Bernhoeft, um sessentão bem resolvido com filhos na fase dos quarenta resolveu dar sua contribuição para o assunto. Para quem lê o blog, já sabe de alguns dos meus mergulhos na crise dos 40, crise da qual estou quase tendo alta, não por definições e sim por tempo.

Depois de muito refletir, só agora comecei a ler o Memórias do subsolo do Dostoiévski para “completar” a reflexão, posso concluir que é uma fase ótima, requer apenas uma adaptação. Dê uma olhada nas frases do Quem disse o que, algumas pérolas, ouso dizer que quase valem por um livro. Acho arriscado os que passam pelos 40 de forma desapercebida, tenho certeza que depois vai ser pior.

Na próxima semana estarei blogando as informações do livro e daí vocês podem conferir os detalhes. Antecipo que são abordados 5 papéis de nossas vidas: Profissional, Familiar, Social, Educacional e Individual. Dentro de cada papel Bernhoeft coloca questões importantes de uma maneira profunda sem ser chata e sem apelar para a auto-ajuda.