Assunto: Livros que entraram na minha biblioteca



Mineiriana: quem gosta de livros não sai sem…

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No sábado aconteceu na livraria Mineiriana o lançamento do livro Vivendo com não elefantes. O evento foi muito bom, segundo o pessoal deles, mas o melhor foi conhecer a livraria, segundo Yves Moyen, a melhor de BH. O melhor para os olhos, e para o intelecto, uma verdadeira catástrofe para o bolso, quase compramos mais do que vendemos, e olha que vendemos muitos livros… Exageros à parte, a Mineiriana é um lugar que deixa claro que existem pessoas lá que entendem de livro, daquelas livrarias que te fazem comprar, ou no mínimo encontrar, livros que você sequer sabia que precisava ou gostaria de ter. Lá comprei Trópico dos pecados, livro de Ronaldo Vainfas que estava esgotado há algum tempo e a Civilização trouxe novamente ao mercado para quem quer entende essa relação do brasileiro com o sexo e outras “sacanagens” que aconteceram desde a nossa origem,  e Contra um mundo melhor

Além do mais, o café é bem agradável, quem quiser marcar um encontro e não tem certeza de onde, eis uma bela indicação. Comprei também dois CDs e meus filhos contribuíram para jogar a conta lá para cima, me impedindo de comprar um volume da História Geral da Civilização Brasileira, coleção que não se depara com ela em qualquer livraria e virou meio sonho de consumo.

Antes de embarcar, já havia comprado pela internet, por puro fetiche, O outono da Idade Média, quem gosta de livro dificilmente consegue escapar dessa belíssima edição da Cosac. Incorporei também o novo volume das obras de Freud, o Volume 18, O mal-estar na civilização… e dois livros de ficção, o novo do Alberto Manguel, Todos os homens são mentirososOutras vidas que não a minha, do francês, Emmanuel Carrère. 

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Dois grandes escritores

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Novo livro do Ian McEwan, Solar, promete humor. O de Cristovão Tezza, Um erro emocional,  carrega a necessidade da superação, o provar para si e para o mundo que existe vida depois de tantos prêmios. Dois grandes escritores, uma bela edição, a outra, nem tanto. Se livro não fosse o que se obtém das palavras impressas, o de Tezza não resistiria à comparação. Para sua sorte não é, mas que o projeto gráfico de sua obra merecia maior sofisticação, isso merecia…

Deu para tirar um pouco do atraso!

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Semana passada, logo que cheguei da Espanha tive que tirar o atraso numa livraria brasileira. Ainda não contabilizei as entradas espanholas, algumas porque são de trabalho e não posso alimentar a concorrência…

Aqui comprei o livro do Murakami para me entreter enquanto treino para a maratona de NY no dia 7/11, eis alguém que corre mais e escreve mais do que eu, Do que falo quando falo de corrida; o Linguagem de sinais, novo livro de contos do Luiz Schwarcz, gostei do primeiro e As brasas, livro de Sandor Marai que uma amiga recomendou que eu lesse antes de finalizar o meu livro.

Escrever e escutar, duas coisas que podem e devem ser compatíveis

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Logo na minha primeira visita à livraria Central, ainda na unidade do Reina Sofia, me deparei com um livrinho que chamou brutalmente a atenção. Um volume com uma bela capa, utilização de tipografia, e com músicas clássicas. Vi dois escritores, comprei o de Thomas Mann para experimentar. Abri logo no hotel e adorei o projeto gráfico, coloquei as músicas para tocar e me encantei, decidi a comprar outros.

Em outra visita à Central comprei Tolstói, Proust e Goethe. Cheguei no hotel e fiquei pensando em Shakespeare e Dante. Voltei no dia seguinte. Só não comprei outros porque não tinha. Para quem gosta e entende de música, eis uma coleção das mais interessantes, não avaliei profundamente a qualidade e importância dos intérpretes, asseguro que uma emoção foi passada. O livro tem aproximadamente 100 páginas e a seleção é feita de músicas que estão nas obras desses autores ou então de amigos compositores, ou contemporâneos. Já ouvi mais do que li, mas é um produto tipo fetiche, daqueles que coloquei dentro de uma malha para não correr o risco de amassar na viagem de volta.

Ainda não consegui praticar, mas já planejei colocar o CD no notebook e começar a explicar, vai que passa e escrevo um pouquinho como eles… Não custa tentar, não vai ser tão desagradável assim! Recomendo!

Aniversário

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Hoje minha avó faz 95 anos, diria que em nenhum deles contribuiu para a poesia brasileira mas fez das suas para sua família. Mas hoje também Ferreira Gullar faz 80 anos, e a contribuição dele para a poesia e também para a vida cultural brasileira não é pouca. Já declarei aqui minha admiração e respeito por ele. Parabéns.

Ainda não comprei seu novo livro, Em alguma parte alguma, mas vou fazê-lo muito em breve.

Esse paguei caro!

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Estou fazendo um trabalho sobre empresas familiares e decidi começar do básico, família. Descobri o psicanalista Alberto Eiguer e fui atrás do seu livro Um divã para a família, procura não tão fácil. Tinha na Estante Virtual e comprei, pelo preço, 120 reais, imaginei que era um livrão, mas não, um 14 x 21 com não mais de 200 páginas. Eis um conteúdo que se valorizou… O início, que trata das escolhas de cônjuges, é dos mais interessantes. Se vou usar no livro? Não sei, mas que estou discutindo a minha relação, isso estou.

A bela capa pode parecer um abacaxi, mas é uma árvore onde o tronco é muito importante…

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Confundi o dia de uma reunião, perdi viagem. Fui relaxar na Revistaria d’Amauri e além de comprar o novo CD do Djavan, um livro que estava chegando me chamou a atenção pela capa, fiquei na dúvida se era um abacaxi, mas parecia uma pilha de livros. era o novo Umberto Eco, A memória vegetal. No sub, e outros escritos sobre bibliofilia. Eu, um legítimo candidato a bibliófilo, tinha que no mínimo olhar.

No início da orelha: “Como é belo um livro, que foi pensado para ser tomado nas mãos, até na cama, até num barco, até onde não existam tomadas elétricas, até onde e quando qualquer bateria se descarregou. Suporta marcadores e cantos dobrados, e pode ser derrubado no chão ou abandonado sobre peito ou joelhos quando caímos no sono”. Comprei imediatamente!

Pai é coisa séria

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Acompanho todo sábado a coluna do José Castello em O Globo, gosto da sua visão e dos caminhos que percorre na literatura. Desde que vi matéria há um mês sobre seu novo livro, me interessei. Ele demorou para chegar. Castello teve uma relação complexa com seu pai, exclusividade dele?, e escreveu agora, também influenciado por Kafka, um livro sobre essa relação. Ainda não li nada, só as críticas, já sei que mistura vários gêneros.

Eis um assunto de formação, adote ou prefira qual linha você quiser…

Em tempos de Bienal é difícil ficar sem comprar

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Desde que foi anunciado o prêmio São Paulo deste ano estava um tanto curioso para checar se não houve uma confusão entre escritor e celebridade, afinal, o ganhador na estreante já passou pela tal, forma brega de dizer, vênus platinada. Mas foi só abrir as primeiras páginas de Se eu fechar os olhos agora para perceber que Edney Silvestre escreve sim como gente grande. Aumenta a fila.

Além dele, comprei Uma noite em cinco atos, peça publicada pela 34 (uma das editoras mais charmosas e consistentes da Bienal) do Alberto Martins, a Virgiliae vai publicar uma peça em breve, aguardem, e também Estação das chuvas, do José Eduardo Agualusa, um tanto de curiosidade no trabalho dele, outro no da Língua Geral.

Ah, mas não comprei na Bienal não, foi em cafés na Vila e na Cultura…

Dia dos pais: fim da Flip, dia de ganhar livros

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Dia dos pais. Voltei mais cedo da Flip para passar o dia com a prole. O que ganha um editor de presente de dia dos pais? Isso mesmo livros:

Alguma poesia, belíssima edição do Instituto Moreira Salles para o primeiro livro de Carlos Drummond de Andrade; Galiléia de Ronaldo Correia de Brito (não havia gostado tanto da presença dele na mesa, mas iniciei a leitura hoje na Vila, aqui em São Paulo e não resisti); A ilusão da alma, novo livro do Eduardo Giannetti; e O beijo de Lamourette, clássico de Robert Darnton sobre a história das mídias. Ganhei livros e meu filho pediu para eu assistir uma séria com ele, Supernatural, hoje deveria ser dia dos pais democráticos…

Balanço da Flip: menos gente, menos mesas que me chamaram a atenção, mesma dificuldade de comer em Paraty. O pior dia foi uma espera de quase 2 horas e a chegada de um prato que não fora pedido, conselho da atendente, tá uma confusão na cozinha, eera o que dava para sair… Mas Paraty tem um clima único, e é sempre bom falar, ouvir e ver livros, mesmo que seja com pessoas que só façam isso, não os leiam…

Não resisti, ia levar 3, levei a primeira fornada inteira: Clássicos Penguin Companhia

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Já assumi meu comportamento infantil diante de um livro que me sinalize ficar um pouco mais inteligente, culto ou perspicaz. É possível que numa livraria alguém me confunda com minha filha de 6 anos, pouco me importo. Minha mulher, mulher culta, artista e de alma aberta chega até mesmo a reclamar: precisava mesmo? Sim, precisava, é sempre a minha resposta e olho com orgulho para os livros na prateleira, talvez ainda mais desafiado com os prognósticos que deixaram de existir.

No final de semana acabei não conseguindo incorporar a coleção Clássicos Jackson à minha biblioteca do interior, a empregada jurou que viu bichos vivos, deixei-os de quarentena. Acho que eram apenas bichos mortos e partículas de livros nos caminhos que abriram nos livros que foram do meu avô.

Queria comprar os primeiros livros da Penguin Companhia no primeiro dia. Dos 4, declinava do O Brasil holandês, o que menos tenho probabilidade de ler na próxima década, Joaquim Nabuco sempre vejo como fonte de consulta, O príncipe, pelo menos o prefácio do príncipe brasileiro pretendo ler e de Henry James, Pelos olhos de Maisie, pelo menos sua introdução e digressão sob a técnica do romance. Acabei comprando todos, talvez pelo prazer único de ser o primeiro, pelo menos da Livraria da Vila dos Jardins. Os livros haviam chegado mas sequer estavam cadastrados, o display vazio aguardava o suposto novo interesse dos brasileiros pelos clássicos, o atendente teve que trazê-los do estoque todos com um papelzinho com o preço marcado para o caixa saber o que fazer.

Aproveitei e encontrei a nova edição do primeiro livro publicado pelo Mario Vargas Llosa: Os chefes e Os filhotes, em edição única. Quero ler um grande começando e ver se tenho espaço futuro…

Não tenho dúvidas que a Penguin-Companhia vai elevar o nível e ajudar na formação de novos leitores. Bem-vindos!

Bom trio que entra

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Tento sempre que possível, ao cruzar com um livro que me desperta o olhar, a curiosidade e passa no teste da primeira avaliação, seriedade, autor, história e outros fatores emocionais que não sei se consigo entender, comprá-lo.

Isso faz com que minhas visitas às livrarias estabeleçam uma relação quase direta entre minha biblioteca e a escolha daquele livreiro. A Haddock Lobo Books, misto de livraria e revistaria em frente ao Rodeio em São Paulo tem poucos livros, mas tem ótimos livros, quase sempre há lá muitos representantes da obra de Philip Roth, e a estante da entrada é uma das melhores seleções que vejo na praça. Sempre tem coisa interessante, claro que há também espaço para alguns livrões, na verdade livrinhos, de curto fôlego literário, mas com uma enorme capacidade de tilintar o caixa e ocupar horas de pessoas que acreditam que de triste já basta a vida, dos pobres e pouco privilegiados, pois a delas, diz a regra do otimismo, é uma sequência de felicidades. 

De lá retirei o Uma história comestível da humanidade, já havia ensaiado comprá-lo, efetivei. De lá, também fazendo uma pesquisa sobre guias de Nova York, acabei comprando um Paul Auster, A trilogia de Nova York, que pouco irá contribuir no meu projeto, mas que cai bem na biblioteca. Pela internet comprei o último Gonçalo Tavares, A máquina de Joseph Walser, escritor que costumava dizer que me irritava bastante, pelo jeito quase velho de escrever apesar de ser mais novo do que eu. Um típico português que deve ter feito algumas cirurgias plásticas e tomado muita vitamina e passado muitos cremes para manter a farsa que seus documentos apontam no quesito nascimento… Escrevendo assim aos quarenta ainda vá, mas o pior, é que já era assim há tempos!

Para alguns livro ainda é fetiche

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Lembro que no primeiro ano da GV, numa discussão ainda rodeada de marximismo por muitos lados, sem embora todos terem consciência, aprendi duas palavras. Uma ainda consigo explicar, a outra, com pouco mais de dificuldade. A primeira é fetiche, a segunda, epistemologia… Eram aulas com o professor Pedro Jacobi, Introdução à Metodologia de Pesquisa, e essas palavras eram ditas e retiradas do clássico do Kuhn, Estrutura das revoluções científicas, aridas, mais ainda com o sotaque do professor, para quem acabava de chegar do interior e das palhaçadas do cursinho.

Mas não só sei explicar como aderi ao tal fetiche. Alguns o tem por pés, eu em público assumo que tenho por livros. E foi isso que me levou a comprar a nova edição do Juventude do Coetzee, li há pouco o Verão, comprei Infância que não tinha, e ia ler o Juventude da minha biblioteca quando vi que foi relançado com a capa nova. Nem sei se gosto tanto, mas apesar de não ter o primeiro da trilogia no novo projeto, comprei o segunda. Darei o meu velho, inédito, para minha biblioteca do interior ou para algum amigo que mereça e goste de literatura de verdade. Coetzee é dos meus autores contemporâneos preferidos, tem a mão pesada, profunda.

Mas a discussão aqui foi também estimulada por entrevista do John Makinson, CEO da Penguin, comentando o lançamento da Peguin Companhia Clássicos, até o final do mês com quatro livros nas livrarias. Além de obrigar os lançamentos a serem também digitais, alunos de administração poderão ler Maquiavel bem traduzido e comentado, na minha época eram edições portuguesas mal cuidadas, ele fala do momento positivo da leitura e do diferencial da empresa que dirige, bons projetos, boa apresentação, livro que dá vontade de ter e colecionar. Fetiche!

Realistas, em que time você joga?

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Peter Gay é um grande historiador. Já escreveu entre outros uma biografia de Freud que pretendo ler. Comprei e iniciei a leitura de seu Represálias selvagens, livro de 2002 agora lançado no Brasil. Estuda a produção de três escritores do século XIX, início do XX: Charles Dickens, Gustave Flaubert e Thoman Mann. Mas não a produção toda, três livros, Casa sombria, Madame Bovary e Os Buddenbrook, três obras escritas antes do início do século XX (a última já dentro deste) e que o historiador usa como motivo para discutir se ficção é também um modo de compreender a sociedade, especialmente quando se tratam de escritores realistas, comprometidos com o crível, inventos que não invadem o fantástico.

Ah, existe também a fonte da vingança pessoal do autor contra quem o pisa na vida real. Algo que eu já desconfiava e incuti intuitivamente na minha produção, nas próximas, o farei com mais estilo… Inimigos, não lembro se os tenho, rivais e detratores, sim, cuidado…

Disputa digital x papel

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Ainda não li nada de Saul Bellow, pelo que dizem, azar o meu, mas acabo de colocar seu segundo livro na minha biblioteca, Henderson. Chegou bem acompanhado, do Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo, uma bela edição da LeYa que junta num catatau o que se sabe sobre o poeta português, daqueles dicionários capazes de ensinar detalhes interessantes, mas que também correm o risco de pouco serem abertos, se bem que tenho com Pessoa uma boa relação. Quem já subiu a escada da minha casa no interior sabe do que falo…

Mas se esses dois livros entraram na minha biblioteca, a antiga, física, que ocupa espaço real, não virtual. Hoje li a primeira reportagem sobre velocidade de leitura nas diferentes mídias. Não quero polemizar, não consigo dar o meu testemunho, como já assumi, ainda não li nenhum livro de cabo a rabo no Kindle ou no iPad, aliás, neste, navego, jogo Sudoku, utilizamos para apresentar capas de livros, mas não li nada ainda. Os autores da matéria do blog brasileiro levantaram a hipótese da não “estatisticidade” dos números, válida, não me interessei por checá-los à fundo, mas, pelo menos para leitores de Hemingway, em estudo conduzido pelo Nielsen Norman Group, talvez surjam outros opostos, com apenas 24 pessoas, a velocidade de leitura tem a seguinte ordenação:

1) livro em papel;
2) livro no iPad, 6,2% mais lento do que no papel;
3) livro no Kindle, 10,7% mais lento do que no papel.

Já em relação à nota dada por produto, ou podendo-se chamar de plataforma, vemos o sex-appeal da Apple (de 1 a 7):
1) iPad com 5,8
2) Kindle com 5,7
3) Livro impresso com 5,6
4) PC com 3,6

Talvez a única e óbvia conclusão é de que é muito ruim ler no computador, mas já dava para tal pesquisa ter comparado os mobiles. Mas muito ainda irá mudar, besteira perder tempo com isso, leia, não importa a plataforma, vai te fazer bem…

Acerto de contas com o passado?

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Este livro de Tolstói, Ressurreição,  é daquelas obras da CosacNaify que se você pegar na mão, compra. A edição é o que me faz crer que o livro em papel não morre, não pode. Comecei a leitura, que em interesse já ultrapassou o Doutor Passavento, mas falo disto depois, em junho até poucos livros entraram na biblioteca…

É claro que não passei ileso pela Strand

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Devem existir pessoas que conseguem passar pela Strand e nada comprar. Já assumi que sou doente neste sentido, quase um livro maníaco, com a necessidade de estar próximo de determinadas obras ou então, imaginar que outras me serão úteis em algum momento futuro.

Comprar uma edição capa dura de contos ainda não publicados de Primo Levi (A tranquil star) por 3,95 dólares é ótimo num primeiro momento, péssimo ainda num momento anterior, sinal de que o livro encalhou. Mas também achei que valia ter Breakfast with Socrates, Off the page (discussão entre autores de quem vale a pena olhar sobre a arte de escrever) e Manhood for amateurs, uma possibilidade, mesmo que remota de entender o meu gênero… Quando vou lê-los? O acaso dira, mas é mais provável agora, do que antes…

Livraria de antigamente é mais inteligente… Por que estamos onde estamos?

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Por indicação de uma amiga fui visitar a Crawford-Doyle Booksellers na Madison, 1082 semana passada. É daquele tipo de livraria que facilmente se percebe que a democracia também tem seu lado não tão positivo, muito desperdício de papel… Ou seja, muitos livros inúteis publicados. Se a Strand cativa pela quantidade da oferta, consegue na escala ter uma oferta das melhores, a Crawford-Doyle, com poucos metros, mostra que apesar de pequeno, é possível encontrar mais livros que dá vontade de comprar do que uma Barnes & Noble gigante. Ou seja, alguém colocou sua personalidade e seu olho nas estantes.

Tenho o hábito de sempre comprar um livro numa livraria que me passa esse mood. Só restava decidir qual. Como disse, ando empenhado em produzir literatura, portanto decidi ler em português, aí o novo livro do Tony Judt ficou piscando na minha frente. Gosto de suas idéias e assumo que também fiquei comovido com sua postura e atitude depois da doença. Pensei se não seria melhor comprar a versão para Kindle ou iPad, mas resolvi que como Judt, infelizmente corre alguns riscos, preferia ter um livro seu em papel, absolutamente concreto.

A obra mostra o porquê chegamos nesta situação coletiva de mundo, deste vazio fácil de aparecer na vida das pessoas, e aponta soluções também no nível coletivo, quase sempre difíceis de alcançar porque mexem com o status quo dos dominantes. Já comecei a ler.