Assunto: Livros que entraram na minha biblioteca



Não resisti, ia levar 3, levei a primeira fornada inteira: Clássicos Penguin Companhia

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Já assumi meu comportamento infantil diante de um livro que me sinalize ficar um pouco mais inteligente, culto ou perspicaz. É possível que numa livraria alguém me confunda com minha filha de 6 anos, pouco me importo. Minha mulher, mulher culta, artista e de alma aberta chega até mesmo a reclamar: precisava mesmo? Sim, precisava, é sempre a minha resposta e olho com orgulho para os livros na prateleira, talvez ainda mais desafiado com os prognósticos que deixaram de existir.

No final de semana acabei não conseguindo incorporar a coleção Clássicos Jackson à minha biblioteca do interior, a empregada jurou que viu bichos vivos, deixei-os de quarentena. Acho que eram apenas bichos mortos e partículas de livros nos caminhos que abriram nos livros que foram do meu avô.

Queria comprar os primeiros livros da Penguin Companhia no primeiro dia. Dos 4, declinava do O Brasil holandês, o que menos tenho probabilidade de ler na próxima década, Joaquim Nabuco sempre vejo como fonte de consulta, O príncipe, pelo menos o prefácio do príncipe brasileiro pretendo ler e de Henry James, Pelos olhos de Maisie, pelo menos sua introdução e digressão sob a técnica do romance. Acabei comprando todos, talvez pelo prazer único de ser o primeiro, pelo menos da Livraria da Vila dos Jardins. Os livros haviam chegado mas sequer estavam cadastrados, o display vazio aguardava o suposto novo interesse dos brasileiros pelos clássicos, o atendente teve que trazê-los do estoque todos com um papelzinho com o preço marcado para o caixa saber o que fazer.

Aproveitei e encontrei a nova edição do primeiro livro publicado pelo Mario Vargas Llosa: Os chefes e Os filhotes, em edição única. Quero ler um grande começando e ver se tenho espaço futuro…

Não tenho dúvidas que a Penguin-Companhia vai elevar o nível e ajudar na formação de novos leitores. Bem-vindos!

Bom trio que entra

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Tento sempre que possível, ao cruzar com um livro que me desperta o olhar, a curiosidade e passa no teste da primeira avaliação, seriedade, autor, história e outros fatores emocionais que não sei se consigo entender, comprá-lo.

Isso faz com que minhas visitas às livrarias estabeleçam uma relação quase direta entre minha biblioteca e a escolha daquele livreiro. A Haddock Lobo Books, misto de livraria e revistaria em frente ao Rodeio em São Paulo tem poucos livros, mas tem ótimos livros, quase sempre há lá muitos representantes da obra de Philip Roth, e a estante da entrada é uma das melhores seleções que vejo na praça. Sempre tem coisa interessante, claro que há também espaço para alguns livrões, na verdade livrinhos, de curto fôlego literário, mas com uma enorme capacidade de tilintar o caixa e ocupar horas de pessoas que acreditam que de triste já basta a vida, dos pobres e pouco privilegiados, pois a delas, diz a regra do otimismo, é uma sequência de felicidades. 

De lá retirei o Uma história comestível da humanidade, já havia ensaiado comprá-lo, efetivei. De lá, também fazendo uma pesquisa sobre guias de Nova York, acabei comprando um Paul Auster, A trilogia de Nova York, que pouco irá contribuir no meu projeto, mas que cai bem na biblioteca. Pela internet comprei o último Gonçalo Tavares, A máquina de Joseph Walser, escritor que costumava dizer que me irritava bastante, pelo jeito quase velho de escrever apesar de ser mais novo do que eu. Um típico português que deve ter feito algumas cirurgias plásticas e tomado muita vitamina e passado muitos cremes para manter a farsa que seus documentos apontam no quesito nascimento… Escrevendo assim aos quarenta ainda vá, mas o pior, é que já era assim há tempos!

Para alguns livro ainda é fetiche

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Lembro que no primeiro ano da GV, numa discussão ainda rodeada de marximismo por muitos lados, sem embora todos terem consciência, aprendi duas palavras. Uma ainda consigo explicar, a outra, com pouco mais de dificuldade. A primeira é fetiche, a segunda, epistemologia… Eram aulas com o professor Pedro Jacobi, Introdução à Metodologia de Pesquisa, e essas palavras eram ditas e retiradas do clássico do Kuhn, Estrutura das revoluções científicas, aridas, mais ainda com o sotaque do professor, para quem acabava de chegar do interior e das palhaçadas do cursinho.

Mas não só sei explicar como aderi ao tal fetiche. Alguns o tem por pés, eu em público assumo que tenho por livros. E foi isso que me levou a comprar a nova edição do Juventude do Coetzee, li há pouco o Verão, comprei Infância que não tinha, e ia ler o Juventude da minha biblioteca quando vi que foi relançado com a capa nova. Nem sei se gosto tanto, mas apesar de não ter o primeiro da trilogia no novo projeto, comprei o segunda. Darei o meu velho, inédito, para minha biblioteca do interior ou para algum amigo que mereça e goste de literatura de verdade. Coetzee é dos meus autores contemporâneos preferidos, tem a mão pesada, profunda.

Mas a discussão aqui foi também estimulada por entrevista do John Makinson, CEO da Penguin, comentando o lançamento da Peguin Companhia Clássicos, até o final do mês com quatro livros nas livrarias. Além de obrigar os lançamentos a serem também digitais, alunos de administração poderão ler Maquiavel bem traduzido e comentado, na minha época eram edições portuguesas mal cuidadas, ele fala do momento positivo da leitura e do diferencial da empresa que dirige, bons projetos, boa apresentação, livro que dá vontade de ter e colecionar. Fetiche!

Realistas, em que time você joga?

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Peter Gay é um grande historiador. Já escreveu entre outros uma biografia de Freud que pretendo ler. Comprei e iniciei a leitura de seu Represálias selvagens, livro de 2002 agora lançado no Brasil. Estuda a produção de três escritores do século XIX, início do XX: Charles Dickens, Gustave Flaubert e Thoman Mann. Mas não a produção toda, três livros, Casa sombria, Madame Bovary e Os Buddenbrook, três obras escritas antes do início do século XX (a última já dentro deste) e que o historiador usa como motivo para discutir se ficção é também um modo de compreender a sociedade, especialmente quando se tratam de escritores realistas, comprometidos com o crível, inventos que não invadem o fantástico.

Ah, existe também a fonte da vingança pessoal do autor contra quem o pisa na vida real. Algo que eu já desconfiava e incuti intuitivamente na minha produção, nas próximas, o farei com mais estilo… Inimigos, não lembro se os tenho, rivais e detratores, sim, cuidado…

Disputa digital x papel

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Ainda não li nada de Saul Bellow, pelo que dizem, azar o meu, mas acabo de colocar seu segundo livro na minha biblioteca, Henderson. Chegou bem acompanhado, do Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo, uma bela edição da LeYa que junta num catatau o que se sabe sobre o poeta português, daqueles dicionários capazes de ensinar detalhes interessantes, mas que também correm o risco de pouco serem abertos, se bem que tenho com Pessoa uma boa relação. Quem já subiu a escada da minha casa no interior sabe do que falo…

Mas se esses dois livros entraram na minha biblioteca, a antiga, física, que ocupa espaço real, não virtual. Hoje li a primeira reportagem sobre velocidade de leitura nas diferentes mídias. Não quero polemizar, não consigo dar o meu testemunho, como já assumi, ainda não li nenhum livro de cabo a rabo no Kindle ou no iPad, aliás, neste, navego, jogo Sudoku, utilizamos para apresentar capas de livros, mas não li nada ainda. Os autores da matéria do blog brasileiro levantaram a hipótese da não “estatisticidade” dos números, válida, não me interessei por checá-los à fundo, mas, pelo menos para leitores de Hemingway, em estudo conduzido pelo Nielsen Norman Group, talvez surjam outros opostos, com apenas 24 pessoas, a velocidade de leitura tem a seguinte ordenação:

1) livro em papel;
2) livro no iPad, 6,2% mais lento do que no papel;
3) livro no Kindle, 10,7% mais lento do que no papel.

Já em relação à nota dada por produto, ou podendo-se chamar de plataforma, vemos o sex-appeal da Apple (de 1 a 7):
1) iPad com 5,8
2) Kindle com 5,7
3) Livro impresso com 5,6
4) PC com 3,6

Talvez a única e óbvia conclusão é de que é muito ruim ler no computador, mas já dava para tal pesquisa ter comparado os mobiles. Mas muito ainda irá mudar, besteira perder tempo com isso, leia, não importa a plataforma, vai te fazer bem…

Acerto de contas com o passado?

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Este livro de Tolstói, Ressurreição,  é daquelas obras da CosacNaify que se você pegar na mão, compra. A edição é o que me faz crer que o livro em papel não morre, não pode. Comecei a leitura, que em interesse já ultrapassou o Doutor Passavento, mas falo disto depois, em junho até poucos livros entraram na biblioteca…

É claro que não passei ileso pela Strand

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Devem existir pessoas que conseguem passar pela Strand e nada comprar. Já assumi que sou doente neste sentido, quase um livro maníaco, com a necessidade de estar próximo de determinadas obras ou então, imaginar que outras me serão úteis em algum momento futuro.

Comprar uma edição capa dura de contos ainda não publicados de Primo Levi (A tranquil star) por 3,95 dólares é ótimo num primeiro momento, péssimo ainda num momento anterior, sinal de que o livro encalhou. Mas também achei que valia ter Breakfast with Socrates, Off the page (discussão entre autores de quem vale a pena olhar sobre a arte de escrever) e Manhood for amateurs, uma possibilidade, mesmo que remota de entender o meu gênero… Quando vou lê-los? O acaso dira, mas é mais provável agora, do que antes…

Livraria de antigamente é mais inteligente… Por que estamos onde estamos?

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Por indicação de uma amiga fui visitar a Crawford-Doyle Booksellers na Madison, 1082 semana passada. É daquele tipo de livraria que facilmente se percebe que a democracia também tem seu lado não tão positivo, muito desperdício de papel… Ou seja, muitos livros inúteis publicados. Se a Strand cativa pela quantidade da oferta, consegue na escala ter uma oferta das melhores, a Crawford-Doyle, com poucos metros, mostra que apesar de pequeno, é possível encontrar mais livros que dá vontade de comprar do que uma Barnes & Noble gigante. Ou seja, alguém colocou sua personalidade e seu olho nas estantes.

Tenho o hábito de sempre comprar um livro numa livraria que me passa esse mood. Só restava decidir qual. Como disse, ando empenhado em produzir literatura, portanto decidi ler em português, aí o novo livro do Tony Judt ficou piscando na minha frente. Gosto de suas idéias e assumo que também fiquei comovido com sua postura e atitude depois da doença. Pensei se não seria melhor comprar a versão para Kindle ou iPad, mas resolvi que como Judt, infelizmente corre alguns riscos, preferia ter um livro seu em papel, absolutamente concreto.

A obra mostra o porquê chegamos nesta situação coletiva de mundo, deste vazio fácil de aparecer na vida das pessoas, e aponta soluções também no nível coletivo, quase sempre difíceis de alcançar porque mexem com o status quo dos dominantes. Já comecei a ler.

Uma bela trinca a mais

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Acuso meu filho de mau comportamento quando quer ir em pré-estréia de filme, ou comprar um jogo novo. Apesar de criticar, identifico meus genes nessa história. É claro que estou há dois dias me martirizando para ter logo o novo livro do Philip Roth.

Hoje, em vias de encarar algumas horas de vôo, desculpa perfeita. Em breve falo sobre A humilhação aqui. Aos desavisados, não se esqueça da minha tietice pelo Roth, quem no mínimo me ensinou a não rir em fotos…

Já havia ensaiado comprar 2666 do Bolaño em inglês, ainda quando não estava determinado a ser um “profundo” interado em literatura, ainda bem que não o fiz, quando decidi, assumi que a única língua capaz de me fazer sentir os sentimentos mais verdadeiros e profundos, mesmo que não se expressem por palavras, é o português. Comprei agora o livrão do Bolaño. Esse ano a coisa está complicada para a leitura, não tenho conseguido passar de três por mês, com esse tanto de página, é sacrificar ainda mais a média, mas pretendo em breve fazer.

Por fim, Não contem com o fim do livro. Leitura quase profissional, discutir a questão tecnológica, mas também leitura para senti-se mais inteligente, coisa que aparece em todo livro de Umberto Eco. 

+1 livro e outro livro sobre livros

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As críticas sobre este último Paul Auster, Invisível,  não são das mais positivas, parece um trabalho digno de um escritor competente, nada muito além disso. Mesmo assim, comprei. Há um incesto, algo sempre interessante de ver como o autor abordou, é uma história sobre literatura, talvez leia. Ainda fica na dúvida entre os clássicos e alguns contemporâneos, alguns.

A questão dos livros de Robert Darnton me parece leitura técnica e profissional. Já falei sobre ele aqui na semana passada.

Autobiografia de ficcionista

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Gosto bastante de J. M. Coetzee, falta ainda uns dois livros importantes dele para ler, mas o acho alguém maduro, profundo e tem a vantagem de vir de um lugar mais profundo ainda, apesar de ter escolhido outro lugar mais leve para viver agora.

Neste último livro, Verão,  escreve a suposta biografia do escritor Coetzee, brinca com a ficção, na verdade, todos brincamos todos os dias com a ficção, alguns se perdem, outros, sequer se acham.

A vida pode ser divertida se for vivida de forma profunda, mas pode ser completamente fútil para quem tem como objetivo ser feliz… Viver em busca do sol…

O que uma maratona não faz… Correr: Jean Echenoz

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No próximo domingo vou encarar a maratona de São Paulo. Dessa vez não tem viagem, não tem surpresas de locais diferentes, só a velha e boa São Paulo, sem nada a ser desvendado, apenas a dureza da prova. Pior, o tempo não está ajudando, a previsão para domingo, melhor do que hoje, melhor do que ontem.

Na sexta, dia do livro, deixo aqui registrado o meu esquecimento, comprei Correr, Alfaguara, do francês Jean Echenoz. Vi que se tratava da vida de Emil Zatopek. Tinha e tenho esse nome no fundo da memória, sabia que era um grande corredor, ouvia do meu avô e em matérias de esporte, referência, mas desde que comecei a correr, e lá se vão quase 5 anos, não mais olhara para seus feitos.

Eles são muitos, só quem já correu sabe o desgaste e como os feitos que ele conseguiu foram impressionantes, 9 recordes mundiais está bom? Mas se a leitura é interessante, ela poderia ser muito mais, faltou vontade de romancear a vida de um gênio que foi manipulado por um regime ditatorial e que sofreu na pele e nas pernas a Primavera de Praga. Echenoz produziu quase um ensaio, não exagerou nas emoções, economizou-as, demais, não deu informações técnicas para um corredor, são poucos os feitos demonstrados em tempos, onde notas de rodapé poderiam explicar a evolução, seu ritmo e como estão os recordes hoje. É por isso que o livro é pequeno, porque ficou na essência e para mim, nesse caso foi uma falha.

Mas precisava de empolgação. Estou longe de Zatopek, mas quero dar minhas passadas por São Paulo.

Nem tudo precisa ser complicado…

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Fui ontem ao lançamento do livro do Fernando Reinach, A longa marcha dos grilos canibais. Iria porque sou amigo do irmão do autor, iria porque minha filha às vezes brinca com o filho dele, moro no mesmo prédio da sogra, mas fui mesmo por outra razão. Fui porque li uma crônica no Estadão há poucos dias e finalmente entendi a questão dos dinossauros, o autor tirou um peso da minha formação intelectual, há muito convivia com aquelas figuras, e, apesar de nunca ter sido um entusiasta, também nunca consegui responder adequadamente as perguntas do meu filho.

A crônica era exatamente sobre uma pergunta do filho dele. A explicação clara, não me deixou nenhuma dúvida, agora respondo à perguntas sobre dinossauros com certo conforto, dentro do limite leigo mas não ignorante. Na fila, li mais umas três crônicas e tive a certeza que não seria apenas um dinheiro social investido no livro, mas algo que contribuirá com um lado mais científico que a escola não me deu, talvez, também porque os professores que ensinavam nas escolas em que eu estudei, tampouco soubessem.

Leitura recomendada!

Além de Freud, porque esse quero ter por perto.

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Não tenho dúvidas que esse foi um profícuo mês para a minha biblioteca. Desde anunciado resolvi que embarcaria na obra completa de Freud, tradução de Paulo César Souza, comprei os três primeiros volumes lançados e também a reedição da tese deste sobre o vocabulário de Freud e as dificuldades de tradução.

Além desses, o ensaio biográfico de Louis Begley sobre Kafka, O mundo prodigioso que tenho na cabeça, e a importantíssima obra de Manuel de Barros, poesia completa e uma “nova” novela de Liev Tolstoi, Khadji-Murát.

Os clássicos e um projeto de cultura contemporânea

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Comprei ontem na Livraria da Vila, que aliás, vai ficar com a Livraria Sobrado, gosto da Vila, mas é uma pena que a Sobrado não tenha seguido adiante, era um espaço muito gostoso em Moema, O prazer de ler os clássicos, do crítico americano Michael Dirda, ganhador de um Pulitzer por suas críticas.

Não consigo me imaginar lendo tudo o que teria vontade, não dará tempo, as vezes, esses livros servem como combustível para uma seleção mais criteriosa. Quase comprei o tal livro da Paula Parisot, procurar o que Rubem Fonseca supostamente encontrou nela, mas daí, preferi continuar no que já estou comprometido, não cedi ao marketing, mas pelo menos o livro atingiu um espaço que poucas vezes um livro atinge. É claro que eu não queria ser o tal maridão da autora…

Comprei também o número 4 da Serrote, leio muito menos do que deveria, no mínimo é uma aula de projeto gráfico e bom gosto, clássico, porém de muito bom gosto, ousado, privilegiando a leitura. Nada como poder usar a cor.

Uma obra completa e um panorama geral

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Dois novos livros entraram para a minha biblioteca, um que pretendo ler o mais rápido possível, a Poesia completa de Manoel de Barros. Sua obra é um pouco mais ingênua que meu estilo, mas é daquelas ingenuidades, delicadezas das quais procuro me inspirar. Tinha algumas de suas caixinhas, mas ter a obra em um livro capa dura permite uma manipulação muito melhor do que já fez.

A outra é uma coleção sobre escritores, 501 grandes escritores, desses coffee-table books com um pouquinho mais de possibilidade de utilização. Várias fotos e informações sobre as obras. Na edição brasileira foram agregados mais 24 escritores daqui, na original inglesa, base para o mundo todo, existiam apenas três tupiniquins: Machado de Assis, Jorge Amado e Paulo Coelho. Só esta simples escolha já pode comprometer as qualificações de Julian Patrick como editor geral. Se dependesse disso, será que o livro não deveria chamar 501 grandes best-sellers, ou alguns escritores e outros best-seller. Da literatura brasileira, pinçar só eles, é para mim um erro, felizmente corrigido pela Sextante. Mesmo assim acredito que vale como fonte de consulta.

Mais 6 livros para encontrar onde guardar

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Esses entraram na minha biblioteca física, outros quatro, no Kindle, mas ainda faço essa distinção e não falo dos eletrônicos, mas finalmente estou lendo.

Dos livros acima, apenas o Para ser grande é trabalho, biografias de empresários, estou escrevendo sobre um deles para o meu livro Os fundidos. Os outros, prazer e formação. De não ficção, a ótimo nova edição do Dicionário de simbologia, (estava com 25% de desconto), e O encontro de Joaquim Nabuco com a política.

Da ficção, além da nova edição da Granta, sobre família, o novo livro do Enrique Vila-Matas, Doutor Pasavento, comprei ontem e hoje saiu uma boa entrevista e matéria com ele no Estadão (o escritor e seu lugar na literatura) e o Nada a dizer, de Elvira Vigna, tratando sobre adultério, tema que estou trabalhando.

Goethe e a busca de algumas bases

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Descobri pelos colunistas da Folha que confundia Werther com Meister, ou seja, assumi que desconhecia Goethe, bela figura a embelezar um peso de papel em casa ou de quem visitei a casa em Weimar. Como ignorância tem limite, ensaiei entrar na obra por Fausto, o volume duplo, já nas minhas estantes avisa que levará certo tempo, decidi então um atalho.

Comprei Os sofrimentos do Jovem Werther e Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Gosto de livro, por isso optei pelas melhores edições que encontrei, Martins Fontes e 34, as de bolso disponíveis, pecam pela tradução, pelo tamanho da letra e pela falta de fetiche.