Assunto: Livros que entraram na minha biblioteca



Uma bela trinca a mais

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Acuso meu filho de mau comportamento quando quer ir em pré-estréia de filme, ou comprar um jogo novo. Apesar de criticar, identifico meus genes nessa história. É claro que estou há dois dias me martirizando para ter logo o novo livro do Philip Roth.

Hoje, em vias de encarar algumas horas de vôo, desculpa perfeita. Em breve falo sobre A humilhação aqui. Aos desavisados, não se esqueça da minha tietice pelo Roth, quem no mínimo me ensinou a não rir em fotos…

Já havia ensaiado comprar 2666 do Bolaño em inglês, ainda quando não estava determinado a ser um “profundo” interado em literatura, ainda bem que não o fiz, quando decidi, assumi que a única língua capaz de me fazer sentir os sentimentos mais verdadeiros e profundos, mesmo que não se expressem por palavras, é o português. Comprei agora o livrão do Bolaño. Esse ano a coisa está complicada para a leitura, não tenho conseguido passar de três por mês, com esse tanto de página, é sacrificar ainda mais a média, mas pretendo em breve fazer.

Por fim, Não contem com o fim do livro. Leitura quase profissional, discutir a questão tecnológica, mas também leitura para senti-se mais inteligente, coisa que aparece em todo livro de Umberto Eco. 

+1 livro e outro livro sobre livros

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As críticas sobre este último Paul Auster, Invisível,  não são das mais positivas, parece um trabalho digno de um escritor competente, nada muito além disso. Mesmo assim, comprei. Há um incesto, algo sempre interessante de ver como o autor abordou, é uma história sobre literatura, talvez leia. Ainda fica na dúvida entre os clássicos e alguns contemporâneos, alguns.

A questão dos livros de Robert Darnton me parece leitura técnica e profissional. Já falei sobre ele aqui na semana passada.

Autobiografia de ficcionista

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Gosto bastante de J. M. Coetzee, falta ainda uns dois livros importantes dele para ler, mas o acho alguém maduro, profundo e tem a vantagem de vir de um lugar mais profundo ainda, apesar de ter escolhido outro lugar mais leve para viver agora.

Neste último livro, Verão,  escreve a suposta biografia do escritor Coetzee, brinca com a ficção, na verdade, todos brincamos todos os dias com a ficção, alguns se perdem, outros, sequer se acham.

A vida pode ser divertida se for vivida de forma profunda, mas pode ser completamente fútil para quem tem como objetivo ser feliz… Viver em busca do sol…

O que uma maratona não faz… Correr: Jean Echenoz

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No próximo domingo vou encarar a maratona de São Paulo. Dessa vez não tem viagem, não tem surpresas de locais diferentes, só a velha e boa São Paulo, sem nada a ser desvendado, apenas a dureza da prova. Pior, o tempo não está ajudando, a previsão para domingo, melhor do que hoje, melhor do que ontem.

Na sexta, dia do livro, deixo aqui registrado o meu esquecimento, comprei Correr, Alfaguara, do francês Jean Echenoz. Vi que se tratava da vida de Emil Zatopek. Tinha e tenho esse nome no fundo da memória, sabia que era um grande corredor, ouvia do meu avô e em matérias de esporte, referência, mas desde que comecei a correr, e lá se vão quase 5 anos, não mais olhara para seus feitos.

Eles são muitos, só quem já correu sabe o desgaste e como os feitos que ele conseguiu foram impressionantes, 9 recordes mundiais está bom? Mas se a leitura é interessante, ela poderia ser muito mais, faltou vontade de romancear a vida de um gênio que foi manipulado por um regime ditatorial e que sofreu na pele e nas pernas a Primavera de Praga. Echenoz produziu quase um ensaio, não exagerou nas emoções, economizou-as, demais, não deu informações técnicas para um corredor, são poucos os feitos demonstrados em tempos, onde notas de rodapé poderiam explicar a evolução, seu ritmo e como estão os recordes hoje. É por isso que o livro é pequeno, porque ficou na essência e para mim, nesse caso foi uma falha.

Mas precisava de empolgação. Estou longe de Zatopek, mas quero dar minhas passadas por São Paulo.

Nem tudo precisa ser complicado…

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Fui ontem ao lançamento do livro do Fernando Reinach, A longa marcha dos grilos canibais. Iria porque sou amigo do irmão do autor, iria porque minha filha às vezes brinca com o filho dele, moro no mesmo prédio da sogra, mas fui mesmo por outra razão. Fui porque li uma crônica no Estadão há poucos dias e finalmente entendi a questão dos dinossauros, o autor tirou um peso da minha formação intelectual, há muito convivia com aquelas figuras, e, apesar de nunca ter sido um entusiasta, também nunca consegui responder adequadamente as perguntas do meu filho.

A crônica era exatamente sobre uma pergunta do filho dele. A explicação clara, não me deixou nenhuma dúvida, agora respondo à perguntas sobre dinossauros com certo conforto, dentro do limite leigo mas não ignorante. Na fila, li mais umas três crônicas e tive a certeza que não seria apenas um dinheiro social investido no livro, mas algo que contribuirá com um lado mais científico que a escola não me deu, talvez, também porque os professores que ensinavam nas escolas em que eu estudei, tampouco soubessem.

Leitura recomendada!

Além de Freud, porque esse quero ter por perto.

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Não tenho dúvidas que esse foi um profícuo mês para a minha biblioteca. Desde anunciado resolvi que embarcaria na obra completa de Freud, tradução de Paulo César Souza, comprei os três primeiros volumes lançados e também a reedição da tese deste sobre o vocabulário de Freud e as dificuldades de tradução.

Além desses, o ensaio biográfico de Louis Begley sobre Kafka, O mundo prodigioso que tenho na cabeça, e a importantíssima obra de Manuel de Barros, poesia completa e uma “nova” novela de Liev Tolstoi, Khadji-Murát.

Os clássicos e um projeto de cultura contemporânea

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Comprei ontem na Livraria da Vila, que aliás, vai ficar com a Livraria Sobrado, gosto da Vila, mas é uma pena que a Sobrado não tenha seguido adiante, era um espaço muito gostoso em Moema, O prazer de ler os clássicos, do crítico americano Michael Dirda, ganhador de um Pulitzer por suas críticas.

Não consigo me imaginar lendo tudo o que teria vontade, não dará tempo, as vezes, esses livros servem como combustível para uma seleção mais criteriosa. Quase comprei o tal livro da Paula Parisot, procurar o que Rubem Fonseca supostamente encontrou nela, mas daí, preferi continuar no que já estou comprometido, não cedi ao marketing, mas pelo menos o livro atingiu um espaço que poucas vezes um livro atinge. É claro que eu não queria ser o tal maridão da autora…

Comprei também o número 4 da Serrote, leio muito menos do que deveria, no mínimo é uma aula de projeto gráfico e bom gosto, clássico, porém de muito bom gosto, ousado, privilegiando a leitura. Nada como poder usar a cor.

Uma obra completa e um panorama geral

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Dois novos livros entraram para a minha biblioteca, um que pretendo ler o mais rápido possível, a Poesia completa de Manoel de Barros. Sua obra é um pouco mais ingênua que meu estilo, mas é daquelas ingenuidades, delicadezas das quais procuro me inspirar. Tinha algumas de suas caixinhas, mas ter a obra em um livro capa dura permite uma manipulação muito melhor do que já fez.

A outra é uma coleção sobre escritores, 501 grandes escritores, desses coffee-table books com um pouquinho mais de possibilidade de utilização. Várias fotos e informações sobre as obras. Na edição brasileira foram agregados mais 24 escritores daqui, na original inglesa, base para o mundo todo, existiam apenas três tupiniquins: Machado de Assis, Jorge Amado e Paulo Coelho. Só esta simples escolha já pode comprometer as qualificações de Julian Patrick como editor geral. Se dependesse disso, será que o livro não deveria chamar 501 grandes best-sellers, ou alguns escritores e outros best-seller. Da literatura brasileira, pinçar só eles, é para mim um erro, felizmente corrigido pela Sextante. Mesmo assim acredito que vale como fonte de consulta.

Mais 6 livros para encontrar onde guardar

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Esses entraram na minha biblioteca física, outros quatro, no Kindle, mas ainda faço essa distinção e não falo dos eletrônicos, mas finalmente estou lendo.

Dos livros acima, apenas o Para ser grande é trabalho, biografias de empresários, estou escrevendo sobre um deles para o meu livro Os fundidos. Os outros, prazer e formação. De não ficção, a ótimo nova edição do Dicionário de simbologia, (estava com 25% de desconto), e O encontro de Joaquim Nabuco com a política.

Da ficção, além da nova edição da Granta, sobre família, o novo livro do Enrique Vila-Matas, Doutor Pasavento, comprei ontem e hoje saiu uma boa entrevista e matéria com ele no Estadão (o escritor e seu lugar na literatura) e o Nada a dizer, de Elvira Vigna, tratando sobre adultério, tema que estou trabalhando.

Goethe e a busca de algumas bases

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Descobri pelos colunistas da Folha que confundia Werther com Meister, ou seja, assumi que desconhecia Goethe, bela figura a embelezar um peso de papel em casa ou de quem visitei a casa em Weimar. Como ignorância tem limite, ensaiei entrar na obra por Fausto, o volume duplo, já nas minhas estantes avisa que levará certo tempo, decidi então um atalho.

Comprei Os sofrimentos do Jovem Werther e Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Gosto de livro, por isso optei pelas melhores edições que encontrei, Martins Fontes e 34, as de bolso disponíveis, pecam pela tradução, pelo tamanho da letra e pela falta de fetiche.

Uma fonte de consulta eterna e duas de checagem

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Há tempos namorava o Conversando é que a gente se entende, dicionário de expressões coloquiais brasileiras. Tipo do livro interessante mas de referência, para consulta em momentos específicos ou inusitados. Faltava uma desculpa, ela veio com os 25% de desconto em comemoração aos 25 anos da Livraria da Vila. Foi direto para minha seção de frases, dicionários e afins.

Os outros dois são por curiosidade intelectual, ainda não li nada de Truman Capote, esse Travessia de verão, se não é a principal obra, foi a primeira, publicada depois da morte, pelo trust responsável pela obra. Talvez seja interessante observar um grande nome começando. O Cabeça de papel comprei pela curiosidade de tentar descobrir porque Paulo Francis não conseguiu decolar como ficcionista, seu sonho.

Para tentar entender o Brasil e o processo das biografias

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Um enigma chamado Brasil, organizado por André Botelho e Lilia Moritz Schwarcz é a junção de 29 intérpretes do país, uma obra fundamental para pesquisa e conhecimento das contradições que nos deixaram do jeito que somos.

O desafio biográfico, do francês François Dosse questiona e apresenta definições sobre a arte e a teoria de retratar vidas. Material fundamental para quem se aventura no campo.

3 ficções, 1 sobre ficção e uma nova visão da história do Brasil

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Um foi presente de natal, escolhido por mim, O ceu que nos protege, Paul Bowles, os outros parte dessa vontade de estar perto de grandes livros, quem sabe não acelero minha capacidade de leitura.

O do Jorge Caldeira, A história do Brasil com empreendedores, porque fala de um assunto que me acompanha, espero resgatar quando da leitura alguns nomes meio esquecidos e um outro jeito menos estatal de ver o Brasil.

Já os outros, além de grandes autores, têm em comum o momento de estar escrevendo, o meu meio que se aproxima do final, pelo menos da primeira versão, mas no mínimo já consegui manter uma história para mais de 200.000 toques, é uma delícia, tem dias que não vejo a hora de sentar na frente do computador e dar vida aos personagens. Para isso, sempre é bom ter por perto Mario Vargas Llosa, comprei Tia Julia e o escrevinhador, o de Llosa mais de vinte anos mais jovem do que eu. André Gide entrou na biblioteca por culpa do artigo do Prosa & Verso de sábado passado do José Castelo. Me alertou para o Diário dos moedeiros falsos, que logicamente trouxe junto Os moedeiros falsos. Estou na dúvida se começo os diários sem o livro principal ou faço caminho inverso.

Maus escritores, a escrita ganha força

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Tenho uma frase minha que reflete meu quase sempre pessimista estado de espírito quanto a leitura no Brasil: neste país há mais gente querendo escrever um livro do que ler um livro…

Mas eu quero ler, vários, quem acompanha esse blog sabe que corro atrás da leitura e, mais do que isso, garanto o abastecimento da estante. Ontem fui até o Barco para prestigiar duas colegas que viraram amigas. Fizemos juntos um curso de escrita na livraria da Vila, o curso serviu de ponto de partida, cada um foi para um lado, mas a Ana Botelho e a Marisa Tiemann tem se dedicado bastante a escrever. Fizeram um segundo round de oficina lá no Barco com o Marcelino Freire, escritor agitado, agitador inflamado e coordenador desta edição, resultado da oficina.

A cada um dos 16 oficinandos foi dada uma frase de escritor como inspiração. A partir daí cada um seguiu seu estilo e vontade. Li pouco mais do que as minhas duas amigas, as quais é possível sentir não apenas evolução, mas também a diversidade. Uma é mais solta, trata o sexo com mais naturalidade, outra ainda se prende um pouco num julgamento moral. A mais solta ainda não tem herdeiros, a mais presa, duas. Será isso que faz escritores escolherem caminhos diferentes? De onde se veio ou para onde se vai? Acho que não, cada texto pode ou não refletir o que se vive, depende muito do momento em que se bate num teclado. Se quiser saber mais, entre em contato lá com O Barco, ligado a galeria Virgílio. 

Ah, li todos os perfis de mau produzidos ao final de cada texto, são deliciosos.

Fausto, Goethe e Shakespeare, bem-vindos

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Discuto com alguns amigos, um tem sido o assíduo, Tudo o que é sólido desmancha no ar, Marshall Berman. Lá, ficamos lendo e sabendo um pouco melhor sobre Fausto, de Goethe, tinha uma edição da Itatiaia, resolvi comprar as novas da 34, mesma tradutora Jenny Klabin Segall, mas a edição em dois volumes, o segundo póstumo, de acordo com a vontade de Goethe (O mais feliz dos homens é aquele que consegue ligar o fim de sua vida com o início). Os livros são muito bonitos, com ilustrações artísticas e bilíngues.

Também não resisti ao livro do Gustavo Franco e de Henry Farnam sobre Shakespeare e a economia. Mas fechei duas consultorias que se me aliviam a vida, me atrapalham a leitura… Quem manda não ser rico e querer ser leitor…

Mais livros

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Comprei os três livros que a Hedra lançou sobre os diálogos de Borges e Osvaldo Ferrari: Sobre a amizade e outros diálogos, Sobre a filosofia e outros diálogos e Sobre os sonhos e outros diálogos.

Também na linha estudo de literatura, um pequeno livro, Madame Bovary, c’est moi! de André Bernard, falando curiosidades sobre personagens da literatura.

Já na linha Conheça o seu mercado, comprei O Serelepe, história de Ruy Mendes Gonçalves, executivo importante na história da Saraiva e O vendedor de livros, história do meu colega editor Milton Assumpção.

Ontem na Vila e hoje na Vira Cultura

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Mas uma ida seletiva a livrarias e aumento de pressão na minha capacidade de leitura. Quase comprei também O Campeonato, ficção sobre uma pessoa com dificuldades de parar de ler… Mas concentrei apenas nesses três. O primeiro, uma seleção de contos de Clarice Lispector e a ponte entre a “personalidade” selecionadora e a obra de Clarice: Clarice na cabeceira.

Os outros dois, não-ficção. O primeiro de Luc Ferry, ex-ministro francês sobre mitologia grega. Sempre acredito que aprenderei nos mitos algumas coisas que muitas vezes insisto em não ver tão óbvias, vamos ver se Sabedoria dos mitos gregos comprova minha tese. O outro, uma tese adaptada de Luis Augusto Fischer para a obra de Nelson Rodrigues, as crônicas, cujo autor embarca na tese de serem no fundo ensaios e que Nelson Rodrigues é o Montaigne brasileiro, a ser reconhecido apenas depois do reconhecimento lá fora, reconhecimento já obtido como dramaturgo, Inteligência com Dor, Nelson Rodrigues ensaista.

Deixei para depois os livrinhos da Hedra sobre as conversas de Borges, aliás, deixei muito mais para depois. Comprei para o meu filho uma versão adaptada pelo Cony de Moby Dick e me dispus a ler a versão maior da CosacNaify em paralelo, o dele 200 e poucas páginas, o meu,  quase 600. O preço para tentar mudar meu filho de time, tirá-los dos vampiros e levá-lo para boa literatura. Vou conseguir? Aposto que agora ainda não, mas pelo menos devo tirar o atraso do livro do Melville.

Ah, no Estado de hoje, interessante matéria sobre o lançamento pela Estação Liberdade de 4 livros de André Gide.

Livraria da Travessa, romance e psicanálise

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Dois dias no Rio de Janeiro e visitei 4 lojas da Travessa, uma das minhas livrarias preferidas no Brasil, na verdade, no mundo. Estar na Travessa, ouvir a música ambiente e ver a seleção de livros é sonhar que se vive em um outro país, com pessoas mais interessantes e inteligentes. Agora já são 6 lojas e muitos anos, sinal de que, pelo menos, um mínimo de vida inteligente existe, nem que se restrinja a essas lojas e algumas outras poucas espalhadas pelo país.

Como estou me preparando para escrever uma novela ou um romance, só saberei o que é mais para frente, só escrevi a introdução, comprei alguns livros interessantes de psicanálise, para caracterizar um personagem e de teoria do romance, para ter uma melhor visão geral.

Entraram para minha biblioteca: O que Lacan dizia das mulheres, Colette Soler, Zahar, A estranheza da psicanálise, Antonio Quinet, também Zahar e os dois livros de Roland Barthes, lançados Martins Fontes: A preparação do romance, vol. 1, e, A preparação do romance, vol. 2.