Felicidade: O que é preciso para ser feliz?
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• Somente metade dos 268 ainda estão vivos e se encontram na casa dos 80 e muitos anos;
• Em 1948 20 membros do grupo foram classificados como portadores de graves dificuldades psquiátricas;
• Por volta dos 50 anos um terço dos homens poderia se encaixar nos critérios de doença mental de Vaillant;
• A questão central de Vaillant é, não importa a quantidade de problemas essas pessoas enfrentam, mas sim, a maneira como cada um respondeu aos seus problemas, o que ele chamou de “adaptações”, ou respostas inconscientes a dor, conflitos ou incertezas (algo próximo ao que Anna Freud, baseada no trabalho de seu pai chamou de “mecanismos de defesa”);
• Para Vaillant as defesas “maduras” são: sublimação e altruísmo, mas esse é um processo que acontece em quatro categorias. As menos evoluídas são as adaptações “não saudáveis ou psicóticas” (como paranóia, alucinações ou megalomanias) que podem servir para tornar a realidade tolerável para a pessoa, mas deixam claros para todos os outros o grau de problemas. Um nível acima estão as adaptações “imaturas”, que incluem transferência, agressões passivas, hipocondria, projeção e fantasia. Depois existem as adaptações “neuróticas” que acontecem em pessoas “normais” e incluem a intelectualização (mudar o objetivo central da vida para certos objetos ou pensamentos formais), dissociação e repressão, que para Vaillant pode envolver lapsos de memórias ou falhas em reconhecer a manifestação de determinados orgãos. O estágio mais saudável é o da adaptação “madura” que inclui o altruísmo, o humor, antecipação, supressão e a sublimação;
• Vaillant defende que durante os vários estágios da vida essas diversas reações são necessárias mas que após os 50 anos é mais viável que as pessoas tenham mais as adaptações maduras e freqüentes do que as defesas imaturas dos estágios anteriores;
• Vaillant identificou 7 fatores capazes de garantir um envelhecimento saudável: a utilização de respostas maduras, educação, casamento estável, não fumar, não abusar do álcool, fazer exercícios e ter peso saudável;
• Vaillant descobriu que dos 106 homens do estudo que tinham 5 ou 6 desses fatores por volta dos 50 anos, 50% chegou aos 80 anos classificáveis como “felizes e bem” e apenas 7.5% como “tristes e doentes”;
• Já dos homens que tinham 3 ou menos daquelas características aos 50 anos, nenhum chegou “feliz e bem” aos 80 anos, mesmo os que tinham adequada forma física, tinham uma probabilidade 3 vezes maior de estarem mortos aos 80 anos;
• O nível de colesterol aos 50 anos não tem nenhuma correlação com uma velhice boa;
• O temperamento na infância tem muito pouco a ver com o temperamento da velhice, crianças ansiosas podem até ter um impacto sobre o início da vida adulta, mas muito pouco a ver com o que acontece após os 70 anos;
• Exercícios regulares durante o período da faculdade implicaram mais em vida mental saudável do que saúde física;
• A depressão é o inimigo: dos homens diagnosticados com depressão aos 50 anos, mais de 70% estavam mortos ou cronicamente doentes aos 63 anos;
• Pessimistas tendem a sofres mais do que otimistas porque tendem a se conectar menos com os outros ou cuidar de si mesmos;
• Não é o brilho intelectual ou a classe social dos pais que garante uma velhice saudável, e sim uma atitude social, conexões próximas são fundamentais, se não com os pais, que venham de irmãos, tios, amigos, mentores;
• As relações de um homem aos 47 anos são capazes de prever o futuro melhor do que qualquer outra variável, com exceção das defesas já descritas;
• O relacionamento entre irmãos é muito importante, 93% das pessoas que estavam muito bem aos 65 anos foram próximos a um irmão ou irmã na infância;
Essas conclusões vieram do seguinte acompanhamento: questionários e pesquisas a cada dois anos, exames físicos a cada cinco anos e entrevistas a cada 15 anos.
E aí, dá para ser feliz? Ou achou essa uma visão muito conservadora e americana?
