RELEASE - Memórias do Brasil Grande

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MEMÓRIAS DO BRASIL GRANDE
A história  das maiores obras do país e dos homens que as fizeram
Autor: Wilson Quintella
Capa e ilustrações: Adriana Melo
Editoras Saraiva e Virgília - 1a. edição - 2008 - 432 páginas - R$ 59,00
ISBN: 978-85-02-06771-4

Memórias do Brasil Grande” relata a história das maiores obras das décadas de 50 a 80 e dos homens que as fizeram

Usinas de Itaipu, Jupiá e Tucuruí, Aeroporto Internacional de Cumbica, rodovia Transamazônica, ponte Rio-Niterói, Brasília, ferrovias paulistas e metrô de São Paulo. A história brasileira dos anos 50 a 80 viu o surgimento destas e outras obras essenciais para a infra-estrutura e crescimento do país. Testemunha e muitas vezes agente destes empreendimentos, Wilson Quintella lança, em 26 de março, o livro Memórias do Brasil Grande (Selo Virgília), que narra os bastidores das construções que transformaram o Brasil. O evento será realizado no Baretto, na cidade de São Paulo, a partir das 19 horas.

Dono de uma memória invejável, Wilson Quintella, que esteve à frente e contribuiu decisivamente na formação de um dos maiores grupos empresariais e nacionais – a Camargo Corrêa – oferece um relato em primeira pessoa de sua experiência, durante o período de maior investimento em infra-estrutura no país. Quinta, como era conhecido na época, transforma a história destas grandes obras em um depoimento preciso e de leitura agradável, muitas vezes com estilo de “causos”.

Wilson escreveu este livro como uma forma de identificar os competentes administradores, em sua maioria funcionários públicos, que foram essenciais para este desenvolvimento mas muitas vezes são esquecidos. “Eram pessoas de carreira, engenheiros mais simples que fizeram carreira em empresas como Eletrobrás, DNER. Homens como Regis Bittencourt, Souza Dias e Pires de Sá. Eles conheciam e desejavam realmente fazer. Na CESP era a mesma coisa”, relembra.

Outra motivação foi a atual crise de infra-estrutura. Todas as obras citadas pelo autor são até hoje essenciais ao crescimento do Brasil. Muitas das dificuldades encontradas para o desenvolvimento no século XXI – que ainda esbarram na necessidade de energia e infra-estrutura logística - ocorrem porque a necessária e constante reavaliação das obras e suas capacidades não ocorreu efetivamente de forma a garantir um crescimento sustentado.

Esta situação de adiamento de investimento em infra-estrutura de hoje me deu um certo estímulo para escrever sobre o que aconteceu naquela época para ver se afeta os atuais governos de forma positiva”. Para ele, o principal destaque em benefício do país nessa época foi o alto investimento em obras de infra-estrutura, especialmente energia e transporte, que estimularam o crescimento industrial do país. Posicionamento estratégico que deu continuidade aos investimentos iniciados na década de 50, sob o comando do presidente Juscelino Kubitschek.

Prefaciado pelo ex-ministro Antonio Delfim Netto, o livro revive um momento de empreendedorismo e desafios para os governos e as empresas privadas, que na época tiveram que se estruturar e se capacitar para vencer não apenas os desafios impostos pelas condições naturais, mas também da tecnologia disponível na época. “Com Memórias do Brasil Grande, Wilson Quintella desperta-nos um sentimento de admiração e uma ponta de inveja. Admiração pelo conjunto da obra que ele ajudou a fazer, literalmente ‘pondo a mão na massa’ na construção da infra-estrutura de um país onde antes existia um vazio geográfico de dimensões continentais. (…) Se há uma história para ser contada, esta é a da construção da estrutura física que permitiu a modernização da economia brasileira na segunda metade do século XX. Sabe-se que o Brasil foi um dos países de maior desenvolvimento nos primeiros 80 anos desse século e que, em certos períodos entre 1955 e 1980, o crescimento foi tão rápido que se compara ao fenômeno chinês deste início do século XXI”, comenta Delfim Netto.

Apesar da falta de investimento adequado em infra-estrutura nas últimas décadas, Quintella acredita que o país ainda tem muito a oferecer para quem investe por aqui. “Hoje, o Brasil, nesta fase em que está se preparando para voltar a crescer, tem falta de pessoas, quase que em todas as áreas de construção e engenharia avançada. Agora vai ser importantíssima esta etapa de remobilizar pessoas. O Brasil irá crescer se houver a dedicação de todos os envolvidos”, conclui Quintella.

São Paulo, março de 2008.

Sobre o autor:
Wilson Quintella é advogado formado pelo Largo São Francisco e fez uma carreira de 40 anos no grupo Camargo Corrêa, onde entrou como o quinto funcionário de uma pequena construtora e saiu de lá presidente, posição que ocupou por vários anos, sendo o primeiro presidente após Sebastião Camargo, mítico fundador da empresa. Montou posteriormente a Comercial Quintella e também exerce atividades agropecuárias.


Sobre o selo Virgília

O selo Virgília é uma parceria entre a Editora Saraiva e o editor Marcelo Melo, para publicação de livros de não-ficção com excelência gráfica e conteúdo. O livro Memórias do Brasil grande é o terceiro fruto desta união.

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